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Rebeldes da Líbia estudam pedir apoio estrangeiro contra ditador Kadafi

Estadão

Intervenção militar internacional ajudaria no combate ao ditador e suas tropas, dizem opositores.

Insurgentes reposicionam bateria antiaérea em Benghazi

Os comitês militares que se formaram em Benghazi, principal reduto dos rebeldes que lutam contra o ditador Muamar Kadafi, estudam pedir apoio a governos estrangeiros para combater as forças do regime, inclusive a realização de ataques aéreos contra instalações militares do coronel. O argumento dos insurgentes é de que as tropas leais ao coronel dispõem de armas e equipamentos mais fortes.

“Queremos uma intervenção logística estrangeira, embargos aéreos, bombardeios em bases militares e de comunicação e supervisão na costa do país”, disse Muftah Queidir, um rebelde próximo dos líderes que controlam Benghazi. “Do contrário, a luta vai demorar muito e não vai acabar, e mais pessoas vão morrer”, afirma. “Os dois lados não são iguais. Deve haver uma intervenção autorizada pela ONU”, completou.

Qualquer intervenção militar estrangeira na Líbia, como argumentam os rebeldes, requer o aval das Nações Unidas, o que ainda não foi dado. Mesmo assim os EUA reposicionaram seu contingente militar perto da costa do país africano e planejam a imposição de uma zona de exclusão aérea, assim como o Reino Unido. Autoridades em Washington disseram repetidas vezes que uma ação militar não está descartada, embora não haja indícios de que algo do tipo possa ocorrer em breve.
Os rebeldes perceberam que não podem rivalizar com as forças de Kadafi – embora tenham tomado e mantido o controle de várias áreas do país – e planejam pedir a intervenção em breve. Antes, eles diziam que poderiam derrubar o ditador sem ajuda, mas agora admitem que há dificuldades em combater os militares e mercenários leais ao coronel, que também ordena ataques aéreos contra os opositores.

Uma fonte ligada aos insurgentes disse que os comitês ainda não tem contato direto com governos estrangeiros, mas afirmou que um conselho criado no início da semana deve ganhar legitimidade para dialogar com a comunidade internacional e criar oportunidades para a ajuda externa.

Ataques das tropas leais a Kadafi foram repelidos pelos rebeldes em Benghazi, em Zawiyah e em Misurata – as duas últimas cidades ficam perto da capital. Trípoli, porém, segue como a “fortaleza” do coronel. O ditador mantém absoluto controle sobre a cidade e os insurgentes planejam ataques contra o local, mas dizem precisar de mais treinamento e organização, pelo que já estão se mobilizando.

Os confrontos na Líbia chegaram ao 15º dia consecutivo nesta terça-feira, 1º. Kadafi se recusa a negociar com os manifestantes e resiste às pressões internacionais para deixar o poder – EUA, União Europeia e o Conselho de Segurança da ONU já aplicaram sanções contra ele, que está há 41 anos no poder.

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