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Marcos Andrade: Nelson de Vivi e Libarino devem suas reeleições ao PCdoB e a Fabrício

Em entrevista, ex-presidente municipal do partido comunista, e atual diretor da Sudesb em SSA, diz que os vereadores foram “ingratos” com a estrutura fornecida pelo partido e com as emendas liberadas pelo deputado Fabrício Falcão.

fonte_blogdomarcelo| Blog do Fábio Sena

O historiador e professor Marcos Andrade foi o responsável-mor pelo sucesso eleitoral do Partido Comunista do Brasil\PCdoB nas eleições de 2012.

Foi o arquiteto de uma estratégia de atração de lideranças cujo resultado foi a eleição de três vereadores naquele ano – Joaquim Libarino, Nelson de Vivi e Andreson Ribeiro – e, por muito pouco, não assegurou uma quarta vaga para Danillo Kiribamba.

Com extenso currículo profissional e politico, tendo atuado no movimento estudantil e sindical, ele foi gestor público na antiga DIREC20, foi secretário municipal de Meio Ambiente e diretor-presidente da ADTR. Em Salvador, atuou em projetos de repercussão internacional, participando diretamente da organização das Copas do Mundo, das Confederações e Olimpíadas na Bahia. Atual diretor de Operações da Sudesb, em Salvador, ele acompanha a gestão de grandes equipamentos esportivos.

Dentre eles a Arena Fonte Nova, Estádio de Pituaçu, Ginásio de Cajazeiras e da Nova Piscina Olímpica na Bahia, além de gerenciar projetos de reforma e construção de equipamentos esportivos em todo o Estado. Ex-presidente e atual secretário de Organização do PCdoB, ele concedeu uma entrevista ao blog e ofereceu opiniões contundentes sobre política e eleição.

BLOG DO FÁBIO SENA: Por que apoiar José Raimundo no segundo turno ?
MARCOS ANDRADE: Politica se faz com coerência e princípios. O campo politico do PCdoB é bem definido, uma forca política democrática de esquerda. Em Conquista, a disputa tem dois lados: de um lado o conservadorismo e o atraso de ideias e do outro o campo progressista que conta com PCdoB, PSB e PT principalmente. A escolha é obvia….

Mas a candidatura de Herzem se apresenta como a renovação política na cidade?
Basta olhar em volta. As pessoas e grupos políticos em torno do PMDB representam o atraso politico, que atua numa lógica elitista e conservadora. Para Vitória da Conquista será o retrocesso. Será um desgoverno, pois além da inexperiência na gestão pública, as soluções apresentadas para os problemas da cidade vão promover o caos e a desordem. Observe a solução apresentada para o transporte coletivo, promover as vans em detrimento dos ônibus é um absurdo. Nas médias e grandes cidades brasileiras a discussão sobre mobilidade aponta o transporte de massas, com corredores exclusivos e ampliação da capacidade de transporte, isso demonstra despreparo e populismo. Não vejo consistência no discurso do PMDB, pelo contrário, nenhuma ação realizada, ideias vazias e um discurso populista dizendo que vai mudar, ninguém sabe pra onde.

Mas ao que consta, você foi um critico mordaz à administração do PT em Vitória da Conquista.
Eu fui secretário municipal e mesmo antes participei como movimento social da concepção e defesa do projeto popular instalado em Conquista, diga-se de passagem este projeto popular deu um salto de qualidade em Vitória da Conquista. Vejamos como era a cidade em 1996 e agora em 2016. Antes era uma cidade paralisada, sem desenvolvimento, empobrecida, o desgoverno havia tomado conta, lixo nas ruas e servidores sem salário. Agora uma metrópole regional de fôlego, com uma grande classe média e boa qualidade de vida. Vejamos o crescimento populacional de 1996 até hoje. Conquista virou um ponto de convergência regional, todo mundo vem pra cá, estudar, trabalhar ou se tratar, mudou muito. A crítica que eu fiz e muitos outros também fizeram foi a um modelo politico fechado e de pouco diálogo, um certo cansaço da gestão pelo método de condução implementado. Pra mim o melhor nome pra fazer a mudança era Fabricio, um politico jovem, competente, e de ideias avançadas. No segundo turno o melhor nome é o de Zé Raimundo, ele foi um grande prefeito, desenvolveu grandes obras e ações, basta ver a avenida integração, a UFBA, o CEMAE, a lagoa das bateias, a extensão da Olivia Flores até a UESB que virou um espaço de convivência formidável. Conheço Zé há muitos anos, foi meu professor, ele é um homem de diálogo e tenho certeza que vai ouvir e reoxigenar o projeto politico. Teremos uma gestão diferente com Zé, conversei com ele e vejo que ele está aberto a mudar para melhorar.

José Raimundo perdeu a eleição no primeiro turno pra Herzem, com uma expressão considerável de votos de frente para o PMDB. Você acha possível reverter o quadro?
O segundo turno é um nova eleição. Saem os outros candidatos e vira um debate plebiscitário. Penso em primeiro lugar que é preciso polarizar a discussão, mostrar claramente a diferença de ideias, quem é quem e qual projeto politico está em jogo. O eleitor é sábio e saberá discernir com clareza. Em segundo lugar, a militância democrática tem que entrar em campo, não basta votar, a nossa turma tem que entrar em campo. Os partidos (PCdoB, PSB e PT) tem em seus quadros pessoas preparadas e capazes de enfrentar o debate, assumir eventuais erros e propor uma mudança de rumos na politica da cidade. Os movimentos sociais e os cidadãos que formam opinião que acreditam neste projeto precisam se posicionar com clareza. É hora de defender o projeto que construímos nestes 20 que anos que mudou a vida do povo. Mostrar que a mudança está do lado de cá e do outro lado, apenas o retrocesso.

Outra polêmica é o posicionamento dos vereadores Nelson de Vivi e Joaquim Libarino do PCdoB em apoio a Herzem e a decisão de expulsá-los do partido. Como secretário de organização da legenda, qual sua opinião a esse respeito?
Nelson e Libarino são pessoas de bem. Foram leais ao partido nesses anos de mandato e o partido foi leal com eles. Considero essa atitude como uma ingratidão com o partido e principalmente com Fabricio. Eles tiveram toda estrutura, apoio e condições de trabalho para garantir sua reeleição. Receberam ações e emendas dos nossos deputados para aplicação nas localidades que eles próprios escolheram, mas a disputa de vereador tem dessas coisas. Infelizmente, a família de Nelson, já no primeiro turno, optou pelo candidato do PMDB em detrimento até mesmo de Fabricio e agora os dois se posicionam publicamente em oposição a uma decisão do partido. Não vejo outra saída que não a expulsão sumária, pois no estatuto do PCdoB a infidelidade às decisões da direção do partido deve ser punida com a pena capital. Diante da exposição pública do partido e do nosso líder principal na região, não há outra saída. Será a melhor solução para todos.

Qual sua avaliação do resultado eleitoral do partido no primeiro turno das eleições?
Acredito que vivemos em nível nacional tempos de grande retrocesso democrático. O impeachment da Presidente Dilma fez emergir um governo ilegítimo que promove um conjunto de medidas que não foram referendadas nas urnas. Recentemente com a entrega do Pré-Sal às multinacionais do Petróleo e agora com a PEC 241, que reduz recursos para educação e saúde, e já se fala numa reforma trabalhista para reduzir direitos e aumentar a jornada de trabalho. Na prática, um desmonte do modelo de desenvolvimento recente que possibilitou a ascensão de milhões de brasileiros à classe C. Por outro lado, a grande mídia assumiu seu papel de referendar o jogo das elites, tornando-se um verdadeiro Comitê Politico em favor das ideias conservadoras. Neste contexto, os partidos de esquerda tiveram derrotas em todos Brasil. Em Conquista apresentamos o nome de Fabrício como novidade da política e com ideias renovadas. Penso que foi importante colocar nosso bloco na rua, ainda que o resultado não tenha sido aquilo que esperávamos, mostramos a cara e as ideias do PCdoB. Como diz o ditado, “time que não entra em campo não forma torcida”. Poderia ter sido melhor, mas considero o resultado do primeiro turno como Bom.

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