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Eleições 2016: Vereador Florisvaldo culpa governo de Guilherme pela derrota de Zé no 2º turno

Florisvaldo renovou as críticas à equipe do governo municipal, afirmando não ter sido a existência de um “projeto inovador” a razão da vitória da oposição nas urnas.

fonte_blogdomarcelo| Blog do Fábio Sena

O Partido dos Trabalhadores de Vitória da Conquista ainda não se debruçou nas propaladas “análises de conjuntura” para interpretar as razões do declínio político e eleitoral na cidade.

Embora se saiba que, à boca miúda, não serem poucos os governistas, do PT e de outros partidos, que atribuem ao prefeito Guilherme Menezes o status de principal ‘cabo eleitoral’ do prefeito eleito Herzem Gusmão nessas eleições municipais, metáfora que o vereador Florisvaldo Bittencourt (PT) sintetizou em duro pronunciamento na manhã desta sexta-feira (4) na Câmara de Vereadores, pronunciamento inclusive que ele havia prometido proferir logo após o resultado do primeiro turno. Ouça:

Líder da Bancada de Situação, Florisvaldo renovou as críticas à equipe do governo municipal, afirmando não ter sido a existência de um “projeto inovador” a razão da vitória da oposição nas urnas, mas sobretudo a incompetência de secretários, coordenadores e gerentes na lida com questões administrativas cruciais.

O parlamentar demonstrou, por exemplo, a má gestão nas áreas de serviços públicos, agricultura e desenvolvimento social, prejudicando políticas públicas relativas ao empreendedorismo popular, à habitação popular e às feiras livres. Se você entender que um cidadão leva seis meses para marcar um exame e não consegue, você entende o resultado das urnas”, apontou o parlamentar. “Se você imaginar que a Secretaria de Serviços Públicos tem 9 meses que não troca uma lâmpada na cidade, que a Secretaria de Agricultura não fez, nos últimos quatro anos, um único projeto para o desenvolvimento da agricultura familiar, você entende o que aconteceu nas urnas. Se você ver o que a Secretaria de Serviços Públicos fez com os setores populares do Shopping Popular, do Ceasa e das feiras livres da cidade, você entenderá o que aconteceu nas urnas. Se você entender o que a Secretaria de Desenvolvimento Social fez com o Programa Minha Casa Minha Vida, que fez perder R$ 40 milhões por não ter executado a construção de nenhuma creche, nenhuma escola, nenhum posto de saúde, você entenderá o que aconteceu nas urnas”, afirmou.

Para-além dos aspectos do mau funcionamento da máquina administrativa que contribuíram para a vitória de Herzem Gusmão – Florisvaldo revelou que pesquisas em março já apontavam 69% de rejeição ao governo –, o vereador realçou o comportamento do prefeito Guilherme Menezes no âmbito da política partidária. Este teria atuado diuturnamente para inviabilizar a candidatura de Zé Raimundo à Prefeitura. “Ou esqueceram da candidatura Odir Freire para impedir a candidatura de Zé Raimundo?”, lembrou. Ainda segundo ele, lideranças populares foram “aniquiladas porque secretários, coordenadores e gerentes não tem compromisso com nossas bandeiras políticas”.

Em suma, unindo má-administração pública, cenário nacional adverso para o PT e disputas internas do partido, o substrato foi o resultado desfavorável das urnas. Florisvaldo, no entanto, refuta a tese majoritária no PT segundo a qual a derrota eleitoral seria repercussão da crise nacional e do ‘massacre’ da mídia contra o partido. “O que nos levou à derrota foi esse modelo de governo instalado pelo governo atual, que não entende que aquilo não é um império, aquilo é um governo de construção popular, que quem o colocou lá foi a base social, que foi desprezada. Agora veio o resultado na urna. Espero que sirva de aprendizado, senão poderemos entrar no ostracismo com este tipo de liderança que acha que estrutura de governo resolve tudo”.

Sobre sua não-reeleição, Florisvaldo denunciou ter sido vítima de perseguição do atual prefeito municipal, que o teria retaliado por haver defendido internamente no partido a candidatura de Zé Raimundo a prefeito. “Sei construir a política, mas não fui eleito porque fui para dentro do partido e fiz o enfrentamento pela candidatura de Zé Raimundo. Ao enfrentar isso minha conta chegou, que foi a minha não-reeleição, a ponto da estrutura de governo atuar nas minhas bases, a ponto de sequer o transporte autorizado pelo TRE comparecer o povoado no qual eu tinha base para que o eleitor que votasse em mim não pudesse ir votar”, declarou.

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