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Horror: Preso, pai que sequestrou filho no DF diz que o matou e que descartou corpo na Bahia

Entretanto, o delegado responsável pelo caso acredita que o depoimento é falso As buscas na BR-020 em Roda Velha (BA) já foram suspensas.

Policiais da Delegacia de Repressão a Sequestro (DRS) suspenderam as buscas pelo corpo do menino Bernardo, de um ano e 11 meses, na BR-020. O pai da criança, Paulo Roberto de Caldas Osório, 45 anos, confessou ter matado o filho e indicou para os investigadores o local onde teria jogado o cadáver. Durante toda essa quarta-feira (04/12/2015), um efetivo da Polícia Civil do Distrito Federal ficou mobilizado na rodovia, próximo à Roda Velha (BA).

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O helicóptero da corporação também prestou apoio para vasculhar a área. De acordo com os investigadores, o local apontado pelo criminoso é uma região de plantação de soja e tem quatro trechos de mata fechada, que foram exaustivamente vasculhados pelos agentes. Até mesmo uma jiboia foi encontrada. Os policiais que conduzem as apurações acreditam que Paulo Osório criou uma história para desviar a atenção e manipular as investigações.

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Agora, a polícia vai reconstituir o passo a passo do crime para descobrir, por outros meios, o que foi feito com a criança. Frio a ponto de confessar ter matado o próprio filho por vingança, Paulo assustou até os investigadores mais experientes da PCDF. Aos policiais, relatou com tranquilidade e riqueza de detalhes as horas que antecederam o assassinato.

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Acusado de matar a mãe em 1992

Descrito por autoridades policiais, vizinhos e colegas de trabalho como “introspectivo”, “dissimulado” e “de poucas palavras”, o funcionário do Metrô-DF tinha facilidade para esconder das outras pessoas com quem se relacionava até mesmo os pormenores mais sórdidos da sua vida. Paulo Osório foi capaz de ocultar o assassinato da própria mãe em 1992, do qual foi o autor. Apenas os vizinhos da quadra sabiam da história, ocorrida na mesma residência onde a Polícia Civil acredita que Bernardo tenha sido morto. Foi, inclusive, um morador da 712 Sul que revelou à mãe do bebê, Tatiana da Silva, 30, o homicídio cometido pelo agente de estação do Metrô em 1992.

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A mulher só soube desse crime 17 anos após o crime bárbaro. Pelo assassinato da mãe, ficou 10 anos internado na ala psiquiátrica da Papuda. Na ocasião, ele tinha apenas 18 anos. Segundo a polícia, a vítima foi surpreendida por Paulinho, como era chamado à época, assim que chegou em casa: o então jovem esfaqueou e enforcou a mãe. Em seguida, queimou o corpo dela. Solto em 2002, Osório voltou ao endereço onde cometeu o matricídio. Dividiu a casa da família com o pai, Paulo Jarbas, até fevereiro deste ano – quando o idoso morreu em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Sozinho, o homem voltou a apresentar sinais dos transtornos psiquiátricos que o levaram à reabilitação, segundo os vizinhos. Chegou a se afastar do trabalho por licença médica.

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Paulo Osório usava medicamentos controlados. Para insônia, tomava hemitartarato de zolpidem: remédio que ajuda pacientes com insônia adormecerem. Aos investigadores da DRS, o homem afirmou ter dopado o pequeno Bernardo com o sonífero usado em seu tratamento. A morte, conforme contou, teria sido provocada por uma superdosagem do medicamento. Em seu relato à polícia, o homem disse ter diluído três comprimidos da substância no suco de uva que deu ao filho.

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