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Bahia: Segurança patrimonial mata a mulher a tiros e depois comete suicídio. Polícia investiga

Segundo a vizinhança, o casal passou o domingo todo bebendo, mas cada um em um local diferente. Ninguém sabe o que causou o ato trágico.

Madrugada de segunda-feira (9), bairro de Itapuã. Três tiros acordaram os moradores da Vila dos Ex-Combatentes. Eles saíram apavorados e encontraram sangue escorrendo por baixo do portão de uma das residências. Quebraram um cadeado e tiveram acesso ao imóvel, dando de cara com o casal de vizinhos morto na varanda. Os corpos eram de Isnara Silva de Assis, 42 anos, e do seu companheiro, o segurança patrimonial Manoel Santos Silva, 33.



Segundo a Polícia Civil, equipes da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apuram que Isnara foi morta a tiros por Manoel, que se suicidou. Um revólver calibre 38 foi encontrado no local do crime e será encaminhado para a perícia. A reportagem questionou a Policia Civil sobre quais os indícios de que o segurança matou a companheira e se matou, já que a arma encontrada poderia ter sido usada por um dos dois ou por uma terceira pessoa. A assessoria de comunicação disse que “por enquanto, o DHPP não informará mais detalhes da investigação”.

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O crime aconteceu por volta das 4h, na Rua Sebastião Laranjeira, quadra D, lote 21. Segundo a vizinhança, o casal passou o domingo todo bebendo, mas cada um em um local diferente. “Ele bebia na praça com os amigos e ela na porta de casa com os amigos dela. Acredito que alguma coisa aconteceu e os dois deveriam estar bêbados para a situação chegar onde chegou”, disse a baiana de acarajé Creunides Oliveira. Ela disse que escutou os tiros e chegou correr para a janela. “Quando olhei, já tinham outros vizinhos do lado de fora questionando de onde partiram os tiros. Foi quando viram muito sangue escorrer do portão da casa deles”, contou ela.

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A casa onde moram Isnara e Manoel é um imóvel de três andares. Todos que moram no local são oriundos da extinta comunidade do Castelinho, instalada no entorno da Lagoa do Abaeté. “Todo mundo aqui se conhece há bastante tempo e isso que aconteceu foi uma surpresa para nós, pois nunca tivemos nada do tipo por aqui”, disse a baiana de acarajé. Mais do que as mortes, a estranheza dos moradores é a motivação para o crime, já que o casal não tinha histórico de brigas. “Nunca soubemos de uma discussão deles. Sempre estavam tranquilos. Foi um surpresa para todos”, disse a baiana. Ainda manhã desta segunda-feira (9), o CORREIO conversou com a tia de Manoel, Milene Santos. Assim como os vizinhos, a família está perplexa. “Nunca demonstraram quaisquer sinais que chegariam a essa situação. Estamos todos chocados, sem entender, procurando um explicação, por que não havia queixa de relação dos dois lados”, disse ela. // Portal Correio.

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