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Horror: Motorista de aplicativo achado morto foi esfaqueado “sem dó”, diz suspeito preso

Criminosos utilizaram ao menos duas facas para atacar o motorista, que realizava a sua última corrida antes de voltar para casa.

Em depoimento à Polícia Civil, na tarde dessa sexta-feira (24), um dos quatro presos suspeitos de matar brutalmente o motorista de aplicativo Maurício Cuquejo Sodré, 29 anos, disse que o grupo esfaqueou a vítima “sem dó”. Segundo o chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Laércio Rossetto, os acusados utilizaram ao menos duas facas para atacar o rapaz, que realizava a sua última corrida do dia antes de voltar para casa, em Santa Maria. Elas foram deixadas no local do crime. Assista:



O corpo foi achado na madrugada dessa quinta-feira (23), na área rural da Granja do Torto. Três adultos presos horas depois pela 2ª DP foram indiciados por latrocínio (roubo seguido de morte) e corrupção de menor. O adolescente, por ato infracional ao crime de latrocínio. Os maiores passaram por audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (24/01/2020) e continuarão presos por tempo indeterminado. O adolescente será encaminhado para um juiz da Vara da Infância e Juventude, que vai avaliar qual é a melhor medida socioeducativa a ser aplicada.

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Embriagados, eles queriam mais dinheiro pra cachaça

Maurício levou diversas facadas. De acordo com as investigações, os suspeitos consumiam bebidas alcoólicas, fizeram a chamada pelo aplicativo para roubar o condutor, na mesma região onde o corpo foi achado. “Essa seria a isca para poder cometer o crime”, disse o delegado. Durante o interrogatório, os suspeitos confessaram que queriam levantar mais dinheiro para continuar consumindo bebidas. “Foi aí que tiveram a ideia de roubar o motorista (chamado para a entrega de uma comida). Não tinha a menor necessidade de matarem a vítima. Mataram de pura maldade”, ressaltou Rossetto.

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Ainda de acordo com o delegado, os criminosos estavam se preparando para fugir do Distrito Federal. “Tinham mochilas prontas para deixar Brasília”, disse. Durante a confissão, os bandidos afirmaram que a ideia era apenas roubar os pertences e liberar Maurício. “Contudo, eles temiam que o motorista pegasse uma arma de fogo e usasse contra eles. Ocorre que essa afirmação não tem procedência, pois não encontramos nenhum vestígio de arma de fogo”, acrescentou o delegado.

Tentativa de defesa

Dentro do carro do motorista, a polícia encontrou indícios de ter ocorrido uma briga entre os suspeitos e a vítima. Após ter sido esfaqueado na cabeça, no pescoço e no rosto, Maurício foi colocado no porta-malas do Renault Logan recém-adquirido com a ajuda da mãe, Maria do Socorro Sodré. “Ele foi colocado ainda com vida na mala. A ideia inicial era desovar o corpo no matagal, mas, segundo contam (os suspeitos), como estavam sob efeito de álcool, acabaram entrando com o carro dentro do buraco. Apuramos que eles então decidiram desovar o corpo na vala. Antes, ainda desferiram mais facadas na vítima”, destacou o delegado.

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O corpo de Maurício deve ser enterrado na manhã deste sábado (25/01/2020) no Cemitério Campo da Esperança do Gama. O rapaz era formado em gastronomia e estava juntando dinheiro para montar seu próprio restaurante. A vítima comemorou, pouco antes de ser morto, o número de corridas na noite de quarta. “De Taguatinga eu peguei um pra Águas Claras, depois Guará. Aí do Guará eu peguei Sobradinho”, disse em um grupo de WhatsApp.

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Um print do aplicativo mostra a última corrida feita pelo rapaz. A família não se conforma. Nessa quinta-feira (23/01/2020), após o corpo ser descoberto, a mãe da vítima não conseguia entender tamanha brutalidade. “Por que o mataram, meu Deus? Já tinham roubado”, questionou Maria do Socorro, que foi ao local do crime. O irmão de Maurício, Marcus Sodré, 23, disse que a relação entre os dois era bem próxima. “Ele estava cheio de planos, de expectativa, queria até comprar uns livros de economia para entender mais sobre o assunto. Era uma pessoa muito tranquila. Toda segunda ele ia lá em casa para lavar o carro dele. A última vez que o vi foi na terça, quando foi deixar uns documentos lá”, contou o jovem. Ele acredita que, pelo fato de ser hemofílico, o rapaz sangrou muito e pode ter agonizado muito até morrer. Este é o segundo caso de morte de motorista de aplicativo em 2020 no Distrito Federal.

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