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Palácio do Planalto: Generais decidem por permanência de Mandetta e Bolsonaro acata

Presidente foi convencido pelo vice Mourão e pelo chefe da Casa Civil, general Walter Souza Braga Netto, sobre o risco da “revolta popular”.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sob a pressão de ‘panelaços’ que se disseminaram por todo o país; freio na alta expressiva da Bolsa de Valores e telefonemas de representantes dos outros Poderes da República, manteve no cargo o ministro da Saúde, Henrique Mandetta. Desmoralizado ao voltar atrás na ameaça de demissão do médico sul-matogrossense, Bolsonaro reuniu-se com o ministro e os generais que mandam no governo.



No final da tarde, pouco antes do encontro de Bolsonaro com ministros, entre eles Henrique Mandetta, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) já adiantava que “o ministro fica no cargo”. Na véspera, em um vídeo disseminado pela internet, Bolsonaro falava a evangélicos sobre sua intenção de demitir ministros, sem citar Mandetta, nominalmente, que se tornaram “estrelas”. O mandatário neofascista acrescentou que não tinha medo, “ou pavor”, de usar “a caneta”, supostamente com tinta suficiente para assinar a demissão de seus supostos comandados.

Mandetta, Moro, Guedes e Braga Netto defendem distanciamento social

Mourão e os ministros militares, entre eles o chefe da Casa Civil, general Walter Souza Braga Netto, conversaram com o presidente e o alertaram para o risco de se indispor com a maioria do país. Seria esta a forma mais rápida de abreviar o próprio mandato, segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil junto a fontes próximas ao acontecimento, no Palácio do Planalto. O ambiente de tensão entre o chamado ‘Gabinete do Ódio’, comandado por Carlos Bolsonaro, vereador do PSC-RJ e segundo filho do mandatário, conhecido como ’02’, e o núcleo militar do governo, a cargo de Braga Netto, ficou evidente na gravidade do tom no telefonema entre os presidentes do Executivo e do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). Não apenas o presidente do Congresso, mas da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), fizeram saber que a eventual demissão de Mandetta desagradaria, profundamente, o Legislativo. Na mesma toada, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Tóffoli, também ligou para Bolsonaro, alertando-o do risco que seria descumprir as orientações da Organização Mundial da Saúde. // Correio do Brasil.



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