De acordo com a CLW, ao menos 62 trabalhadores adultos de uma integradora chinesa que fornece produtos para a Apple e Nokia foram flagrados trabalhando em condições desumanas e em ambiente rico em N-hexano, uma substância tóxica capaz, entre outras coisas, de causas degeneração muscular nos operários.
Agora, a Apple é acusada de explorar o trabalho de ao menos 11 jovens com idade de até 15 anos que trabalham em três diferentes fábricas na Ásia. De acordo com o jornal inglês Daily Telegraph, a Apple já admitiu a ocorrência de trabalho infantil e pediu um relatório detalhado ao seu fornecedor para identificar como isto ocorrer.
Segundo o jornal inglês, executivos da Apple manifestaram indignação com a notícia e asseguraram que todos seus fornecedores devem cumprir regras restritas de contratação de mão de obra. A companhia não revelou em que país ou países foram registrados os episódios de exploração.
Na Ásia, a companhia mantém fábricas em Taiwan, China, Cingapura, Filipinas, Malásia e Tailândia, além de plantas na Europa (República Checa) e nos Estados Unidos.
Esta não é a primeira vez que a Apple é envolvida em acusações que envolvem a superexploração de trabalhadores na Ásia.
Há dois anos, a companhia foi denunciada por contratar integradores que mantinham operários trabalhando mais de 70 horas por semana. Na China, a jornada de trabalho legal é de 60 horas por semana.
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