A saúde pública de Vitória da Conquista sofreu um novo revés na manhã deste sábado (25) com a suspensão total dos novos atendimentos de pronto atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Unimec. A interrupção, comunicada oficialmente pela direção da unidade ainda na sexta-feira (24), marca a segunda vez apenas este ano que o serviço é paralisado por falta de entendimento entre a instituição e a administração municipal. O cenário agrava a crise na rede de urgência e emergência da cidade, que já opera sob forte pressão da demanda regional. A motivação por trás do bloqueio nos portões reside em pendências financeiras e administrativas ligadas ao acordo vigente com a Secretaria Municipal de Saúde. Segundo o hospital, a gestão municipal foi notificada com antecedência sobre a iminência da paralisação caso os termos contratuais não fossem cumpridos, mas o retorno oficial da pasta nunca aconteceu.
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Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, o clima entre a diretoria do hospital e o governo local é de desgaste acentuado, uma vez que a primeira interrupção do ano ocorreu há menos de quatro meses, revelando uma instabilidade crônica no repasse de recursos ou na manutenção das cláusulas conveniadas.
Para quem busca assistência imediata, a recomendação da Unimec é que os pacientes se desloquem para outras unidades credenciadas ao SUS no município. Apesar do bloqueio para novas entradas, a direção assegurou que o atendimento aos pacientes que já ocupam leitos de internamento permanece inalterado, garantindo a continuidade da assistência hospitalar para quem já está sob cuidados da equipe médica. Leia a nota na íntegra:
O novo episódio reacende o debate crítico sobre a fragilidade da rede hospitalar de Vitória da Conquista. Com a Unimec fora de operação para casos de urgência, a sobrecarga sobre as demais unidades públicas tende a aumentar de forma imediata, gerando filas e demora nos procedimentos básicos. Até o fechamento desta edição, a Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista não emitiu nenhuma nota oficial para esclarecer o motivo do silêncio diante das notificações do hospital ou para apresentar um plano de contingência para a população desassistida.
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