A Justiça Eleitoral determinou a cassação do mandato do vereador, eleito e diplomado, Natan da Carroceria (Avante), eleito em Vitória da Conquista nas Eleições de 2024. A sentença, assinada pelo juiz Rodrigo Souza Britto, concluiu que o partido cometeu fraude ao registrar candidaturas para atender à cota de gênero, exigência legal de no mínimo 30% de participação feminina. Com a anulação de todos os votos do Avante, a delegada Gabriela Garrido (PV) foi indicada para assumir a vaga na Câmara Municipal.
O processo investigou irregularidades no Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) do Avante, determinando sua cassação e a redistribuição dos votos da legenda. A decisão também tornou inelegível por oito anos Gilvaneide Teixeira dos Santos, apontada como articuladora da fraude. A Lei Complementar nº 64/90, que trata da inelegibilidade, foi a base legal para a punição.
Com a reformulação dos quocientes eleitoral e partidário, Gabriela Garrido, do Partido Verde, foi a maior beneficiada, herdando a cadeira de Natan. Conhecida por sua trajetória na segurança pública e pela defesa dos direitos das mulheres, a delegada representa uma nova dinâmica no legislativo municipal. Nem o vereador cassado nem o partido Avante se pronunciaram até o momento. A decisão gerou repercussão entre eleitores e especialistas em direito eleitoral, que apontam para a necessidade de maior fiscalização no cumprimento da cota de gênero. Para muitos, a chegada de Garrido à Câmara pode simbolizar uma renovação necessária no cenário político de Vitória da Conquista.
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