Conquista: Mandante do assassinato da pastora Marcilene e da prima dela, Edimar Brito é condenado a 32 anos de prisão

Crime ocorrido em 2016 foi motivado por vingança após desentendimento religioso; caso é um dos mais emblemáticos da região nas últimas duas décadas.

Leia mais

O pastor Edimar da Silva Brito foi condenado a 32 anos de prisão pelo assassinato da pastora e professora da Uneb Marcilene Oliveira Sampaio, 38 anos, e de sua prima Ana Cristina Santos Sampaio, 37 anos. O julgamento, realizado na última terça-feira (11), encerrou um capítulo de um dos crimes mais chocantes da região, que completou sete anos em janeiro deste ano. O caso, que ganhou grande repercussão local, foi motivado por uma disputa religiosa e executado com requintes de crueldade.

Leia mais

Continua após a publicidade:

Leia mais

De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Marcus Vinícius, da 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), o crime foi planejado como uma vingança. As vítimas, que eram colegas de Edimar em uma igreja local, decidiram deixar a congregação para fundar uma nova comunidade religiosa, levando consigo a maioria dos fiéis. A decisão teria desencadeado a ira do pastor, que, segundo os autos do processo, ordenou o assassinato das duas mulheres.

Leia mais

Leia mais

Na noite do crime, em janeiro de 2016, Marcilene e Ana Cristina estavam acompanhadas do marido da pastora, que também é pastor, quando foram abordadas por dois homens. Os assassinos, identificados como Adriano Silva dos Santos e Fábio de Jesus Santos, confessaram que o ataque foi encomendado por Edimar. A intenção, segundo os relatos, era matar também o marido de Marcilene, que conseguiu escapar ileso.

Leia mais

Repercussão e prisões

Leia mais

O caso ganhou destaque nacional e se tornou um dos mais emblemáticos da história recente de Vitória da Conquista, ficando atrás apenas do assassinato do padre italiano Bruno Baldacci, morto a pauladas em 2009, e do feminicídio da jovem Sashira Camilly, ocorrido em 2021. Curiosamente, os três casos foram investigados pelo mesmo delegado, Marcus Vinícius, que se tornou uma figura conhecida por sua atuação em crimes de grande impacto na região.

Leia mais

Leia mais

Edimar foi preso inicialmente após o crime, mas conseguiu liberdade temporária após um ano de detenção. Foi preso novamente em junho de 2018, após novas evidências reforçarem sua participação no planejamento do homicídio. Já os executores do crime, Adriano e Fábio, também foram presos e aguardam julgamento. A condenação de Edimar trouxe um alívio parcial para a família das vítimas, que aguardavam há anos por justiça. No entanto, a dor da perda ainda é evidente. Marcilene, além de pastora, era professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e deixou dois filhos. Ana Cristina também era uma figura conhecida na comunidade religiosa local.

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

BLOG DO MARCELO // Vitória da Conquista Notícias :: Bahia