Conquista: Pegou mal a mudança da aeronave da Azul, que fará a linha Conquista-Salvador. Até Sheila Lemos protestou

Prefeita disse que a medida como um "verdadeiro retrocesso" e um isolamento deliberado de um polo regional que atende mais de dois milhões de pessoas. 

A conexão aérea entre Vitória da Conquista e Salvador tornou-se o epicentro de uma intensa crise institucional e popular nesta semana. O anúncio da Azul Linhas Aéreas sobre a reestruturação da malha para junho de 2026, que prevê a substituição do modelo ATR 72-600 pelo monomotor Cessna Grand Caravan, da Azul Conecta, foi recebido com indignação por moradores e autoridades. A mudança representa uma queda drástica na oferta de assentos, reduzindo a capacidade de 72 passageiros para apenas nove por viagem, o que, na prática, estrangula o fluxo entre a terceira maior cidade da Bahia e a capital do estado. A reação política foi imediata e suprapartidária. A prefeita Sheila Lemos (União Brasil) utilizou canais oficiais para expressar seu descontentamento, classificando a medida como um "verdadeiro retrocesso" e um isolamento deliberado de um polo regional que atende mais de dois milhões de pessoas. Em tom de cobrança, a gestora enfatizou que a fragilidade da malha aérea prejudica diretamente o comércio e os negócios locais, questionando ainda a ausência de uma postura mais firme por parte do Governo do Estado e da bancada de deputados da região diante do cenário.

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No Legislativo Municipal, o debate ganhou contornos de urgência. O vereador Edivaldo Júnior (PSDB) formalizou requerimentos cobrando explicações e intervenções imediatas. O parlamentar ressaltou que a operação de aeronaves de pequeno porte é incompatível com a estrutura moderna do Aeroporto Glauber Rocha e alertou para o inevitável aumento no preço das passagens, o que deve dificultar o acesso de estudantes e pacientes que dependem da linha para tratamento de saúde em Salvador.

Lideranças políticas protestaram

A insatisfação também ecoou entre lideranças regionais como Quinho (PSD), ex-prefeito de Belo Campo, que comparou a nova configuração dos voos à aviação comercial da década de 1940. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, o clima de mobilização sugere que o tema será levado a Brasília, com o intuito de pressionar os órgãos reguladores e a própria companhia aérea a manterem a regularidade e a capacidade das aeronaves. Atualmente, quem precisa se deslocar entre as duas cidades fora dos dias de voos diretos — que passarão a ser restritos a terças, quintas, sábados e domingos — acaba sendo forçado a realizar conexões em outros estados, como em Belo Horizonte. Para o setor empresarial de Vitória da Conquista, a redução da oferta de voos atenta contra o papel estratégico da cidade como centro educacional e econômico, criando um gargalo logístico que ameaça a competitividade do sudoeste baiano frente a outros mercados nacionais.

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