Uma operação da Vigilância Sanitária e Ambiental (Visa) resultou no fechamento imediato de uma cozinha industrial no bairro Bem Querer, em Vitória da Conquista, na manhã desta quarta-feira (6). O local era o responsável direto pelo preparo dos alimentos servidos no Restaurante Universitário do Instituto Multidisciplinar em Saúde da UFBA. A ação fiscalizatória foi desencadeada após uma série de relatos de estudantes que apresentaram sintomas severos de intoxicação alimentar logo após consumirem as refeições oferecidas pela instituição. A gravidade do episódio forçou a direção da universidade a suspender as atividades acadêmicas no turno da tarde, atendendo a um pedido do corpo estudantil que ficou desassistido com o fechamento repentino do restaurante. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, a situação mobilizou não apenas os órgãos de fiscalização, mas também a Vigilância Epidemiológica, que busca mapear a extensão do surto. Alunos afetados foram convocados a comparecer ao campus nesta quinta-feira (7) para prestar depoimentos que auxiliarão na investigação técnica sobre a origem da contaminação.
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Durante a inspeção no imóvel onde funcionava a produção, os agentes da Visa encontraram um cenário alarmante que justificou a interdição total. Além da inexistência de um alvará sanitário para operar na cidade, a empresa falhava em pontos cruciais de segurança alimentar, como o armazenamento e o transporte inadequado dos insumos.
A fiscalização também registrou o uso de utensílios desgastados e, o que é mais grave, a ausência de amostras das refeições produzidas, procedimento obrigatório que permitiria uma análise laboratorial precisa sobre o que causou o mal-estar nos discentes.
O coordenador da Vigilância Sanitária, Maico Mares, classificou a situação da cozinha como crítica e destacou que o processo administrativo agora seguirá para a fase de auto de infração. A empresa permanecerá com as atividades bloqueadas até que todas as irregularidades sejam sanadas perante o órgão municipal. Enquanto isso, o IMS/UFBA monitora o estado de saúde dos estudantes atingidos, orientando que todos que buscaram atendimento médico na rede pública ou privada formalizem o registro do caso para compor o inquérito sanitário em curso. Com imagens da Secom-PMVC.
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