Economia do Haiti volta à "Idade Média" após terremoto

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A tragédia que atingiu o Haiti movimentou o comércio informal nas ruas do país. Em Jimani, na fronteira com a República Dominicana, com dinheiro consegue-se praticamente o que quiser: de galinhas vivas à comida feira na hora. Mas em certos locais, as transações são feitas na base da troca de bens, prática comum na Idade Média.

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Os mercados locais, no entanto, praticamente não têm mais mantimentos para fornecer. Em um deles, visitados pela reportagem, restavam apenas ovos e produtos inúteis em uma situação como a que o Haiti enfrenta, como pimenta e outros tipos de tempero.

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Filas se formam em qualquer lugar que anuncie água potável ao preço que o vendedor desejar, e a polícia já começa a auxiliar no trânsito, que fica bem complicado e até impossível em certas áreas.

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Logo após o portão de ferro e arame farpado que separa a República Dominicana do Haiti, mais comércio informal e uma linda paisagem, antes da entrada na zona rural que dá acesso a Porto Príncipe. Lá, caminhões apinhados de gente chegam com moradores da capital em busca de refúgio no interior, não atingido pelo terremoto, já que não podem cruzar a fronteira.

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No fim do dia, na casa da cônsul honorária de Portugal, em um bairro nobre onde poucas casas foram atingidas (um muro da residência de Hildegard veio abaixo), um jantar com cara de Brasil. Feijão, arroz, frango assado, salada e banana da terra feita à moda local. Uma refeição saborosa, porém temperada com lágrimas.

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