O senador Jaques Wagner (PT-BA) declarou nesta semana que considera uma chapa formada por Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição ao governo da Bahia, Rui Costa e ele próprio disputando as duas vagas ao Senado como “a mais forte” para as eleições de 2026. A afirmação foi feita durante entrevista à Rádio Metropole, em Salvador.
“Não adianta me perguntar qual é a chapa mais forte, porque eu acho que essa é a chapa mais forte. É um trio de trabalhadores que já deram provas de que trabalham. Não estou dizendo que os outros não trabalham, mas é óbvio que eu comandei durante oito anos, Rui durante oito, e Jerônimo está agora”, destacou Wagner, enaltecendo o histórico de gestão do grupo como trunfo eleitoral.
Apesar de apostar nessa configuração como a mais competitiva, o senador ponderou que outras possibilidades ainda estão em análise dentro do partido. A costura da chapa majoritária do PT para 2026 tem movimentado lideranças e gerado especulações no cenário político baiano.
Coronel mantém postura firme e exige espaço
Enquanto o PT avança nas articulações para fortalecer seu projeto eleitoral, a posição do senador Angelo Coronel (PSD) desponta como um ponto de tensão. Coronel, que foi eleito em 2018 após um acordo que retirou Lídice da Mata (PSB) da disputa pelo Senado, já declarou que não abrirá mão de buscar a reeleição.
Durante entrevista à rádio Antena 1, Coronel relembrou a trajetória que o levou ao Senado, mencionando que a desistência de Lídice foi uma decisão pessoal, sem imposição do partido. No entanto, deixou claro que sua postura será diferente desta vez. “Minha posição é firme. Quero continuar no Senado e, se não for desejado, saio sem problema nenhum, mas sigo com minha candidatura até o fim”, afirmou.
O impasse ganha novos contornos com o anúncio público de Rui Costa sobre sua intenção de disputar uma das vagas ao Senado, enquanto a outra é reservada a Wagner. Essa movimentação fortalece a ideia de uma chapa puramente petista, que já conta com amplo apoio entre militantes e lideranças do partido. Nos bastidores, aliados de Coronel avaliam que a exclusão do senador pode gerar fissuras entre o PT e o PSD, o que colocaria em risco uma aliança estratégica para as eleições estaduais. Por outro lado, Wagner aposta na força de sua chapa como capaz de superar as adversidades e unir a base governista. O cenário para 2026 promete ser acirrado, com disputas internas e externas definindo os rumos das principais forças políticas na Bahia.
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