O cenário clínico do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma deterioração significativa nas últimas horas, mobilizando uma força-tarefa médica no Hospital DF Star, em Brasília. Após ser transferido às pressas da unidade prisional onde cumpre pena, o ex-mandatário foi diagnosticado com um quadro severo de broncopneumonia bacteriana bilateral. A condição, classificada pelos especialistas como aguda e preocupante, teria sido desencadeada por um episódio de broncoaspiração, possivelmente relacionado ao histórico de refluxo gastroesofágico e às múltiplas intervenções abdominais a que foi submetido nos últimos anos. A internação ocorreu após Bolsonaro manifestar sintomas severos durante a madrugada, incluindo febre alta, calafrios e episódios recorrentes de vômito.
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O que mais chamou a atenção dos médicos, no entanto, foi a queda abrupta na saturação de oxigênio no sangue, o que exigiu a transferência imediata para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Embora esteja consciente e realizando fisioterapia respiratória, o ex-presidente permanece sob vigilância constante, uma vez que a infecção atual é descrita como a mais agressiva enfrentada por ele até o momento.
De acordo com boletins recentes, o tratamento está sendo realizado com a administração intravenosa de dois tipos de antibióticos de amplo espectro. A resposta do organismo a esses medicamentos nas próximas 48 a 72 horas será determinante para definir os próximos passos da equipe multidisciplinar. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, o estado de saúde é acompanhado de perto não apenas pela equipe médica, mas também por autoridades judiciais, dado que o ex-presidente está sob custódia e sua permanência no ambiente hospitalar requer escolta permanente e autorizações específicas do Supremo Tribunal Federal para qualquer alteração no protocolo de vigilância.
Defesa segue solicitando "domiciliar"
A defesa do ex-mandatário tem reforçado os pedidos de flexibilização das condições de detenção, utilizando a fragilidade física relatada pelos médicos como argumento principal. Enquanto isso, a junta médica evita projetar uma data para alta, estimando que o tratamento para um quadro de pneumonia bilateral nesta gravidade demande, no mínimo, uma semana de internação hospitalar rigorosa para evitar riscos de septicemia ou falência respiratória.
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