O Instituto Nobel Norueguês confirmou ontem que a internet concorrerá ao Prêmio Nobel da Paz em 2010.
Segundo o manifesto pró-candidatura, a internet se torna “uma ferramenta de paz”, pois permite que todos os habitantes do mundo se conectem e façam florescer a democracia.
“É por isso que o próximo prêmio Nobel da Paz deveria ir para a internet. Um Nobel para cada um de nós”, justifica um dos trechos do manifesto, escrito pelo Grupo Internet For Peace.
Enviada às vésperas do fim das inscrições, em fevereiro, a candidatura partiu das mãos da ativista iraniana Shirin Ebadi, ganhadora do prêmio em 2003, e foi amparada por personalidades do ramo tecnológico-social, como Nicholas Negroponte, fundador da One Laptop Per Child, e Joi Ito, CEO da Creative Commons.
Alguns críticos, porém, vêem a candidatura como “golpe de marketing” por ter apoio de empresas ligadas ao ramo tecnológico, como as revistas Wired dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Itália.
Em sua defesa, Riccardo Luna, editor da versão italiana da publicação, diz que a internet merece o prêmio pelo único fato de “ajudar no avanço, no diálogo, no debate e no consenso”.
O Nobel da Paz é dado para a pessoa (ou organização) que “fez o melhor trabalho por fraternidade entre nações, pela abolição ou redução dos exércitos permanentes e para a realização e promoção de congressos de paz”.
Com a eclosão de episódios online como as denúncias de fraude eleições iranianas, o recolhimento de doações em meio a desastres naturais e videoconferências sobre assuntos em caráter emergencial, a internet é vista como um candidato forte ao prêmio.
Pelos mesmos motivos, os criadores da World Wide Web (WWW) - Tim Berners-Lee, Larry Roberts and Vint Cerf – também foram indicados e possuem grandes chances de se tornarem vencedores.
O Comitê anunciará os ganhadores em 8 de outubro.
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