Lula e o PT pavimentam caminho de Dilma rumo à presidência

fonte_efeda EFE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT começaram a abrir neste sábado o caminho para tentar transformar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na primeira mulher a chegar à Presidência do Brasil.

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Dilma foi proclamada ontem pelo PT como a pré-candidata presidencial do partido para as eleições de 3 de outubro. O ato de proclamação encerrou o quarto Congresso Nacional do PT, no qual a ministra apresentou como seu grande trunfo eleitoral a "continuidade" das políticas de Lula, quem chamou de "verdadeiro líder".

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Dilma baseou seu discurso em um repasse de todos os avanços sociais, econômicos e políticos vividos pelo Brasil desde que Lula chegou ao poder, em 2003.

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"Temos o rumo traçado e a experiência para construir o terceiro Governo democrático e popular da história do Brasil", disse Dilma, que durante seu discurso chegou a dizer que uma eventual gestão sua seria "um terceiro mandato" de Lula.

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A pré-candidata do PT garantiu que, se vencer as eleições de outubro, "não haverá retrocessos, nem aventuras", mas disse que com as bases construídas por Lula "será possível avançar muito mais e muito mais rapidamente".

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Dilma, que jamais concorreu a um cargo eletivo, demonstrou que ainda deixa a desejar no carisma com um discurso frio, poucas vezes interrompido por aplausos, mas repleto de alusões ao Governo Lula, quem citou mais de 20 vezes em pouco mais de uma hora.

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No entanto, a ministra bateu na tecla do que pode ser um de seus principais trunfos em um país como o Brasil, no qual a maioria da população é de mulheres.

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"Para muitos, as mulheres são 'metade do céu', mas nós queremos ser a metade da terra também, com igualdade plena de direitos, de salários e de oportunidades", afirmou a candidata, que pediu para que "as mulheres do Brasil" a ajudem a "abrir novos espaços na vida nacional".

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Quem também insistiu nesse ponto foi o próprio Lula, que discursou no ato antes de sua ministra e pediu ao PT para que aproveite a campanha eleitoral para "acabar com os preconceitos contra a mulher" na política e na sociedade.

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"Mulheres do meu querido Brasil, esta é uma oportunidade única para que vocês arregacem as mangas e mostrem o que são e o que valem", afirmou o presidente, ao ressaltar que as mulheres "ainda são tratadas como cidadãs de segunda classe" e que "isso não se muda com uma lei, mas talvez com uma eleição".

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Com sua habitual simpatia, Lula fez o auditório rir ao aludir à fama de durona de Dilma.

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"Vocês não sabem o que é discutir com esta mulher", disse Lula em tom de piada sobre Dilma, que na adolescência se envolveu com grupos armados que lutavam contra a ditadura militar (1964-1985) e passou três anos na prisão, onde sofreu sérias torturas.

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Lula também fez referência a esse capítulo da vida de Dilma e alertou o PT que a oposição, durante a campanha que começará oficialmente em junho, possivelmente a acusará de "sequestradora e dirá que esteve presa".

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No entanto, o presidente avaliou que essa campanha deverá servir também "para explicar que, em uma época, neste país os presos eram os que lutavam pela democracia, pela liberdade e pelos direitos humanos".

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Pelas leis eleitorais, a candidatura de Rousseff deverá ser ratificada pelo PT em uma convenção nacional que será realizada antes de junho.

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