O cenário para os condutores baianos tornou-se ainda mais desafiador nesta quinta-feira, 30 de abril. A Acelen, empresa responsável pela gestão da Refinaria de Mataripe, oficializou o oitavo reajuste no preço da gasolina desde que as tensões geopolíticas no Oriente Médio se intensificaram em fevereiro de 2026. Com a nova atualização, o combustível repassado às distribuidoras sofreu uma elevação de R$ 0,39 por litro, saltando de R$ 3,850 para R$ 4,243. O movimento representa um acréscimo de 10,2% no custo do insumo, embora os preços das variantes do diesel tenham sido mantidos sem alterações no mesmo período. A empresa justifica que a medida é estritamente técnica e reflete a volatilidade do mercado global. De acordo com a administração da refinaria, a política de preços considera o custo do petróleo em patamares internacionais, as variações cambiais decorrentes da valorização do dólar e as oscilações logísticas de frete.
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A Acelen reforça que sua gestão é pautada pela transparência e por critérios que alinham o mercado regional às práticas econômicas mundiais. Entretanto, segundo apurado pelo Blog do Marcelo, a rapidez e a frequência desses repasses têm gerado um forte descontentamento no setor de revenda de combustíveis no estado.
O Sindicombustíveis Bahia manifestou profunda preocupação com a sustentabilidade financeira dos postos e o impacto inflacionário que o novo valor deve causar na economia local. A entidade destaca que existe um desequilíbrio concorrencial nítido entre a Bahia e o restante do país. Isso ocorre porque, enquanto a Refinaria de Mataripe segue uma política de preços privada sensível aos conflitos externos, as unidades controladas pela Petrobras têm mantido uma estabilidade maior em seus valores. Para os representantes do setor, essa disparidade prejudica o volume de vendas nas bombas baianas e onera o consumidor final de forma desproporcional.
Embora a alta de R$ 0,39 seja referente ao valor de saída da refinaria, o impacto real no bolso do motorista tende a ser variável. A composição do preço final nas bombas é influenciada por uma série de fatores que vão além da refinaria, incluindo as margens de lucro das distribuidoras, os custos operacionais de cada estabelecimento, a mistura obrigatória de biocombustíveis e a carga tributária vigente. Com este novo cenário, a expectativa é de que o índice de preços ao consumidor na Bahia sofra pressões imediatas, refletindo a instabilidade energética que o estado atravessa em 2026.
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