Uma intensa ofensiva das forças de segurança resultou na morte de oito suspeitos no Complexo do Nordeste de Amaralina, na capital baiana, ao longo desta terça-feira (3). A série de confrontos armados entre a Polícia Militar da Bahia (PMBA) e grupos criminosos ocorreu poucas horas após o falecimento do cabo Glauber Rosa Santos, de 42 anos, que foi brutalmente atacado durante o serviço. As ações de saturação e reforço de policiamento na região foram desencadeadas como resposta imediata à violência contra o agente de segurança. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, o grupo interceptado pelas guarnições integrava uma facção criminosa com raízes profundas na lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e execuções.
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Dentre os oito indivíduos que vieram a óbito nos embates, seis já ostentavam extensa ficha criminal, com passagens por estelionato, furto, receptação, porte ilegal de armas e tráfico. Dois suspeitos ainda permanecem sem identificação formal.
A morte do militar O estopim para a escalada de tensão na área ocorreu na madrugada de terça-feira, na localidade do Areal, situada no Vale das Pedrinhas. O cabo Glauber foi atingido por disparo de arma de fogo na região da cabeça durante uma diligência. O militar chegou a ser socorrido com vida para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde foi submetido a cirurgia de emergência, mas infelizmente não resistiu à gravidade dos ferimentos. Em nota de pesar, a PMBA lamentou profundamente a perda do cabo, ressaltando sua dedicação à farda e informando que ele deixa dois filhos.
Investigação em curso Nesta quarta-feira (4), a Polícia Civil da Bahia (PCBA) comunicou que as investigações seguem em ritmo acelerado. O caso está sob a tutela do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que conta com o suporte tático da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e outros departamentos operacionais. As equipes realizam incursões e trabalho de inteligência para localizar e prender os autores diretos do disparo que vitimou o policial. O Delegado-Geral, André Viana, manifestou solidariedade à família e aos colegas de farda de Glauber. Viana foi enfático ao afirmar que determinou "empenho total" desde os primeiros instantes do crime e garantiu que a instituição não poupará recursos para responsabilizar todos os envolvidos na ação criminosa.
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