O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apontou a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) como uma das responsáveis por sua derrota na eleição presidencial de 2022. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., Bolsonaro afirmou que o episódio em que Zambelli sacou uma arma e perseguiu um apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dias antes do segundo turno, teria prejudicado sua campanha.
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"Carla Zambelli tirou o mandato da gente", declarou Bolsonaro, repetindo a frase em tom de crítica. O ex-presidente argumentou que as imagens do caso, ocorrido no bairro dos Jardins, em São Paulo, reforçaram a associação de sua imagem com a defesa da liberação de armas, levando indecisos a anularem o voto. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também participava da conversa, concordou com a avaliação: "A gente estava com 20 pontos [de vantagem]", comentou, sugerindo que o incidente teria influenciado negativamente o resultado no estado. Assista:
https://www.youtube.com/watch?v=lUTuvaDhuSY
Julgamento no STF pode cassar mandato de Zambelli
Atualmente, a deputada responde a um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma e constrangimento com uso de arma de fogo. Cinco ministros já votaram pela condenação, o que resultaria na perda de seu mandato. No entanto, o julgamento foi suspenso após o ministro Nunes Marques pedir vista. A defesa de Zambelli recebeu a interrupção com otimismo. Em nota, os advogados afirmaram esperar que os ministros revisem o caso e revertam os votos condenatórios, destacando que "não pode prevalecer o voto condenatório proferido pelo Eminente Ministro Relator".
Bolsonaro destacou que a forma como o episódio foi explorado pela oposição teria sido decisiva: "Aquela imagem, da forma com que foi usada, a Carla Zambelli perseguindo o cara... Aquilo teve gente falando: 'olha, o Bolsonaro defende o armamento'. Mesmo quem não votou no Lula, anulou o voto. A gente perdeu", afirmou. A declaração reacende o debate sobre como atos isolados podem influenciar eleições, especialmente em momentos decisivos. Além disso, revela a preocupação do ex-presidente em analisar os fatores que levaram ao fim de seu mandato, enquanto sua aliada enfrenta um processo que pode encerrar sua carreira política.
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