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Policiais civis da Bahia voltam ao trabalho mas não retomam vigilância de suspeito de pedofilia

do A Tarde
Policiais retiraram a viatura da frente do prédio de acusado de pedofilia nesta segunda

Os policiais civis retornaram ao trabalho na manhã desta terça-feira, 12, às 8h, após a paralisação de 24 horas desta segunda, mas não vão voltar a fazer vigília em frente ao Edifício Mansão Carlos Costa Pinto, no Corredor da Vitória, onde o advogado Carlos Eduardo Vilares Barral, investigado por pedofilia, cumpre prisão domiciliar. A afirmação é do secretário geral do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), Bernardino Gayoso.

“A viatura não vai retornar. A custódia de preso não é obrigação nossa, cabe à Secretaria de Justiça. O advogado está à disposição da justiça, não da Polícia Civil, então cabe aos agentes penitenciários fazerem a vigilia. Aquela situação é esdrúxula. O policial deve investigar crimes, não ficar na porta de um prédio de luxo vigiando nada, já que o prédio tem saída para tudo que é lado”, disse o sindicalista se referindo à saída pelo píer disponível no edifício.

Os sindicalistas convenceram nesta segunda os dois agentes que faziam a escolta no prédio do advogado a deixar o posto. O delegado da Polinter, Joelson dos Santos Reis, considerou a “saída abrupta” e disse que não foi comunicado.

Novos passos – “Aguardamos que o governo dê seu posicionamento, caso contrário faremos denúncias na Lavagem do Bonfim, sinalizando para o dia 28, quando vamos entregar a custódia dos presos”, disse Gayoso, ameaçando uma possível greve durante o Carnaval. A categoria quer a liberação de concurso público para novos agentes e contratação dos profissionais que fizeram o curso de capacitação em 2009.

A reportagem do A TARDE ON Line ligou para o telefone celular do delegado-chefe Joselito Bispo, que estava desligado, e entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil, mas foi informada que o assessor só estaria no órgão no turno da tarde e que apenas ele poderia fornecer informações sobre a vigilância no prédio do advogado acusado de pedofilia.



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