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Filho do presidente, Lulinha administra pedidos do povo e do pai corneteiro

do Globoesporte

Agora auxiliar de preparação física do Corinthians, Luís Claudio Lula da Silva conta um pouco da sua relação com Lula e outras curiosidades

Atualmente com 24 anos, Lulinha teve passagens por São Paulo, Palmeiras e Santos. Agora, é do Timão

Não é fácil ser presidente de um país. Muito menos filho de um. Ainda mais quando se trabalha no clube de coração do pai. Contratado recentemente como auxiliar de preparação física do Corinthians, Lulinha, herdeiro de Luiz Inácio Lula da Silva, tem sido o “informante” da presidência. Ou melhor, do corneteiro. Algumas vezes, Luís Cláudio tem também de administrar pedidos do povo. Afinal, ele está sempre com o presidente.

– Meu pai é fanático. Eu ligo para ele todos os dias e ele sempre quer saber como está indo o grupo, como está a evolução dos jogadores, pergunta do Ronaldo, do Roberto Carlos, dos reforços… Tem hora que ele dá pitaco também, reclama que o time está velho, mas eu digo que está com muita qualidade. Outro dia me perguntou se eu coloco minha mão no fogo. Eu disse que sim. Ele é corneteiro demais – falou Lulinha.

Aguentar os pitacos do pai é fácil perto de quando tem de ouvir de algumas pessoas reclamações sobre o governo. Mas o filho de Lula está bem preparado para isso. Ele pode até se irritar por dentro, mas no fim, usando a política, contorna a situação. Até porque a orientação do seu pai é clara: não é para maltratar ninguém.

– Já aconteceu de gente vir pedir para eu falar coisas para o meu pai. Sempre tem o mala, né. O que tem bastante é idoso falando de aposentadoria, mas eu penso comigo: estão ganhando bem mais do que ganhavam antes, pô. Mas nesses casos é preciso saber levar na esportiva. Eu digo que vou falar com o meu pai, mas não falo nada. Ser filho de político não é fácil, não. Mas ele sempre me diz para tratar bem as pessoas, porque elas me veem como um meio de chegar ao presidente – declarou.

Timão: herança de pai para filho

Sem vontade alguma de enveredar na política, Lulinha evita falar do assunto com Lula. Prefere relembrar os bons momentos que passaram juntos na torcida pelo Timão. A mais especial delas foi a conquista do Mundial, que completou dez anos na última quinta-feira. Naquele dia, Lulinha viu nas lágrimas do pai a paixão pelo Corinthians.

– A conquista do Mundial foi marcante. Nós vimos juntos em São Bernardo. O começo da partida foi até tranquilo, porque o time estava jogando bem. Mas depois começou a ficar tenso. Principalmente na disputa de pênaltis. Aí o velhão ficou balançado demais. Nunca o vi tão nervoso. Mas, quando acabou, nós choramos muito. Jamais tinha visto meu pai chorar daquela maneira por causa de futebol – relembrou Lulinha.

Também com passagens por São Paulo, Palmeiras e Santos, o filho do presidente Lula tem na memória até hoje a derrota do Corinthians para o Alviverde nas semifinais da Taça Libertadores da América de 2000. Algo pior até que o rebaixamento à Série B.

– A Libertadores de 2000, aquela que o Marcelinho errou o pênalti contra o Palmeiras, foi o momento mais triste que eu e meu pai vivemos juntos. Foi mais triste que o rebaixamento, porque esse episódio acabou sendo algo bom, algo que causou um reboliço positivo. É ruim cair, mas o time voltou mais forte e agora está com esse time que todos estão vendo aí – discursou o auxiliar de preparação física.

Avesso à política, mas não tanto

Lulinha não quer ser político, não gosta muito de falar sobre o assunto e prefere ser discreto. Mas algo que o tira do sério é falar mal de Lula como pessoa.

– Meu pai tem um carisma difícil de encontrar. Ele é muito querido por todos que o conhecem bem. Quer falar mal da política dele, tudo bem. Mas agora eu não aceito que fale mal da pessoa Luiz Inácio – disse Lulinha.

Embora o tema não o atraia, na faculdade de Educação Física, Lulinha se viu obrigado a falar de política. Até para dar uma orientação aos seus colegas.

– Na política você tem sempre de estar informado para não fazer besteira. Na faculdade eu discutia muito porque tinha gente que votava em Clodovil ou nulo. Pô, não se vota nulo. Tem de escolher aquele que tem algo de bom – finalizou Lulinha.

Não tem jeito, filho de político sempre tem um pouco disso no sangue.



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