do A Tarde

Apesar das tentativas de negociações, a rebelião no presídio de Serrinha (a 170 quilômetros de Salvador) continua e completa o segundo dia nesta quarta pela manhã. Os 25 rebelados que mantêm três reféns se negaram a deixar que a polícia tivesse acesso à área de segurança, onde estão amotinados, para a retirada do corpo do detento Joselito Alves da Silva, o Carioca, que foi assassinado na segunda-feira, logo após o início do movimento.
As negociações, que haviam sido interrompidas na noite de segunda-feira, foram reiniciadas na terça pela manhã e os detentos continuavam a exigir a transferência para o Presídio de Salvador, o que já foi descartado pelo secretário da Justiça e Direitos Humanos, Nelson Pelegrino.
Por volta das 11 horas, o grupo de negociação, formado pelo superintendente de assuntos penais, Isidoro Orge; o juiz da comarca, Cláudio Pantoja; a representante do Ministério Público, promotora Núbia Rolim; o comandante do 16º BPM, tenente-coronel Souza Neto e agentes do Comando de Operações Especiais (COE) suspenderam o diálogo, já que os detentos não aceitaram a proposta de serem redistribuídos para outros pavilhões da unidade prisional.
“A transferência deles está fora de questão, mas os detentos que estão mantidos como reféns vão ser transferidos para o presídio em Feira de Santana, mas eles estão relutando em aceitar”, informou o juiz Cláudio Pantoja.
Pela manhã, houve um momento tenso, quando os negociadores tentaram deixar a unidade, mas voltaram depois que os rebelados ameaçaram matar mais um interno. Após a entrada de agentes do COE, foram ouvidos disparos do lado de fora do presídio, mas não há informações se foram tiros de efeito moral ou se alguém ficou ferido.
Durante a tarde, a movimentação foi intensa no local, eram viaturas e carros oficiais entrando e saindo a todo momento, mas as negociações não foram retomadas.













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