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Maracanã está pronto para o espetáculo

do Globoesporte.com

Depois de idas e vindas por conta das chuvas que prejudicaram o Maracanã, quarto jogo pelo Grupo 8 será realizado nesta quinta. Sem Adriano, Flamengo tenta a liderança contra Universidad de Chile no Maracanã

A chuva que castigou o Rio de Janeiro trouxe tragédias para a população e muitas incertezas para o duelo que pode definir a liderança do Grupo 8 da Libertadores. Flamengo e Universidad de Chile se programaram para jogar às 21h50m (horário de Brasília) de quarta-feira, no Maracanã, que sofreu alagamentos no gramado, vestiários e túneis. Depois de idas e vindas, o Governador Sergio Cabral autorizou a realização da partida no estádio e os dois times se enfrentam às 16h desta quinta-feira.

Para isso acontecer, uma guerra política foi travada em meio ao caos que tomou conta do Rio de Janeiro. A chuva dividiu opiniões ao longo dos dois últimos dias. De um lado, Flamengo, La U e Conmebol foram a favor da realização do jogo de qualquer maneira. Do outro, a secretária de Esporte e Lazer, Márcia Lins, foi contra e tomou decisões sem comunicar os clubes. No fim das contas, prevaleceu o interesse dos líderes do Grupo 8 e o fato de o Maracanã já ter condições de receber a partida.

Nem mesmo a transferência do jogo para esta quinta-feira foi suficiente para que Adriano se recuperasse das dores lombares. O atacante é o principal desfalque rubro-negro, que tenta a liderança do Grupo 8. Se vencer o Universidad de Chile, atual líder com sete pontos, o Flamengo o ultrapassa e chega a 9.

Terremotos e tempestades

As tragédias naturais cercaram os dois duelos entre Flamengo e Universidad de Chile pela Libertadores de 2010. No primeiro, no dia 17 de março, os terremotos no Chile fizeram a diretoria rubro-negra optar pela chegada a Santiago a poucas horas do jogo. Do estádio, a delegação partiu diretamente para o aeroporto. Tudo para diminuir as chances de presenciar os tremores no país.

Vagner Love ainda não sabe quem será seu companheiro de ataque na tarde desta quin

Por coincidência, outra calamidade marcou o segundo confronto entre as equipes. O Universidad de Chile desembarcou no Rio de Janeiro, na última segunda-feira, bem na hora em que a tempestade castigava a cidade. Por conta disso, o jogo teve de ser adiado e os chilenos realizaram apenas um treino físico no hotel, na terça-feira. O Flamengo, neste dia, trabalhou no ginásio da Gávea.

– Este tipo de tragédia (chuvas fortes) eu nunca tinha passado. É uma situação nova. Mas tanto com chuvas ou com terremotos nós somos obrigados a ter paciência e tolerância diante da situação. Não tem como ir contra a força da natureza – disse o técnico da Universidad de Chile, Gerardo Pelusso.

Somente na última quarta-feira os dois times puderam se preparar para o jogo. O Flamengo, inclusive, cedeu a Gávea para La U treinar assim que o trabalho rubro-negro acabasse. Por conta disso, os adversários se cruzaram rapidamente pelo clube.

Enquanto isso, o Maracanã passava por uma grande limpeza. Afinal, a chuva prejudicou o estádio, que teve o seu gramado, vestiários e túneis totalmente alagados e cobertos de lama. Mas tudo foi limpado às pressas para que Flamengo e Universidad de Chile tenham o mínimo de condições para se enfrentarem.

Sem o Imperador no início da maratona decisiva

Com dores lombares, Adriano é o único desfalque para o jogo desta quinta-feira. Para substituí-lo, Andrade pode seguir duas opções. Uma delas, justamente a que foi testada no coletivo da última segunda-feira, no Ninho do Urubu, é com Bruno Mezenga no lugar do Imperador. A outra é o retorno de Petkovic ao time titular, com Vinícius Pacheco sendo adiantado para formar dupla com Vagner Love.

No meio, Toró deve seguir no time. Assim, Maldonado ficaria no banco. Willians e Kleberson completam o setor. Já na zaga, Álvaro volta após se recuperar da torção no joelho esquerdo, problema que o afastou do time nas duas últimas semanas. Ele forma dupla com Fabrício.

Com o time quase completo, Andrade quer iniciar com vitória uma espécie de maratona decisiva que o Flamengo terá pela frente. Já no domingo, por exemplo, o time enfrenta o Vasco, na semifinal da Taça Rio. Se chegar a todas as finais do Carioca e ainda ir passando de fases na Libertadores, o time jogará duas vezes por semana praticamente até a paralisação para a Copa do Mundo, no fim de maio.

– O grupo está ciente da responsabilidade e sempre cresce quando é exigido. Não tenho dúvida que vai corresponder de novo – disse Andrade.

Tempestade não afeta ânimos dos chilenos

Desde de que chegou ao Rio de Janeiro, a delegação da Universidad de Chile sofreu com a chuva. O time pegou engarrafamento na segunda-feira, teve de fazer um treino improvisado no hotel na terça-feira, e ainda ficou quase dois dias a mais na cidade por causa do adiamento do jogo.

Para não ser ainda mais prejudicado, La U conseguiu transferir o jogo que tinha pelo Campeonato Nacional, às 12h de sábado, contra o Cobreloa, na cidade de Calama, que fica bem ao norte do país. Com isso, o time ganhará tempo para descansar para a partida de terça-feira, contra o Caracas, pela Libertadores, na Venezuela.

Em meio a todo esse caos, houve momentos de preocupação, mas também de bom humor.

– Se eu viesse ao Brasil para jogar, ficasse três dias e o jogo não acontecesse, eu iria torcer para que o tempo não estivesse chuvoso. Aí eu poderia ir para a praia. Vir ao Rio para não jogar seria demais nas condições atuais – brincou o técnico Gerardo Pelusso.

O único desfalque que ele tem para este jogo é o do apoiador da seleção chilena Marco Estrada, que recupera-se de um problema muscular na coxa esquerda. Pelusso segue armando seu time com apenas um atacante: o uruguaio Olivera, que tem 1,91m.



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