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Internautas fazem campanha pelo voto nulo para protestar nas eleições

A Tarde

O descrédito com a política nacional, a união em torno de uma ideologia “anarquista” e até mesmo a desinformação quanto a possibilidade de anular o pleito fazem com que muitos eleitores, ao longo dos anos, se articulem para defender o voto “em ninguém”. Em 2010, os adeptos da prática aproveitam para levantar a bandeira da anulação do voto nas redes sociais. No entanto, segundo a Legislação Eleitoral Brasileira, os votos nulos e brancos não são contabilizados no resultado final de uma eleição e os candidatos são eleitos apenas com base nos votos válidos. Neste contexto, as mobilizações possuem mais caráter de escracho do que de protesto.

Sr. Nulo, 39, é um dos adeptos do voto em ninguém. Paulista de São Bernardo do Campo, ele não revela a verdadeira identidade, mas é, desde 2006, dono da segunda maior comunidade do Orkut a favor da anulação do voto, a “Voto Nulo – Revolução Silenciosa” — que reúne mais de 7.800 participantes. Também mantém um blog homônimo à comunidade e criou, há pouco mais de um mês, o Twibbon  — espécie de selo para a foto do perfil do Twitter, — “Vote Nulo”,  já usado por 285 pessoas.

Para o internauta, que anula o voto desde 2004, o cúmulo da decepção com a política foi com o escândalo do mensalão, em 2005, quando até mandou uma carta ao presidente Lula pedindo explicações. “O que me motiva a votar nulo é a impunidade e o descaso que a classe política tem com as nossas necessidades básicas. Creio que a mobilização popular na internet pode assumir proporções inimagináveis”, defende.

Outro adepto da campanha pró-voto nulo é Rodrigo Fernandes, do site Jacaré Banguela. Ele lançou, na segunda semana de agosto, um vídeo de campanha para o fictício candidato Abelardo Ninguém. No vídeo, “Ninguém” cumprimenta moradores de rua e é apoiado pela população, que mostra com os dedos o número de candidato, 3003. O jingle do “candidato”, em ritmo de samba, apresenta o personagem com versos irônicos como: “Ninguém se importa com os seus problemas / Ninguém ajuda os desempregados” e “ Ninguém se importa com você / Ninguém quer seu voto / Ninguém faz por merecer!”.

Opinião pública – O especialista em marketing digital da Magoweb, Sílvio Tanabe, acredita no poder das mobilizações digitais, mas pondera que a internet ainda não é forte a ponto de influenciar a opinião pública no Brasil.  “Para se ter ideia, uma pesquisa recente realizada pela ComScore revelou que, enquanto 9% dos americanos acessam sites políticos, no Brasil esse número se restringe a 2%. Atualmente, o uso da internet é forte o suficiente para mobilizar grupos de interesse e comunidades, por meio de causas específicas”, analisa.

Sílvio Tanabe, no entanto, vê na internet a possibilidade de muita gente, principalmente os mais jovens, se envolver com política. “Temos de lembrar, contudo, que a internet é um meio e, por si só, não é capaz de mobilizar o interesse pela política. Quem deve fazer isso é a própria classe política, fazendo uso correto da internet para incentivar a participação dos jovens”, analisa.



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