Banco Central: Polêmica sobre fiscalização provocou 15,3% de queda no uso do PIX nas primeiras semanas de 2025
A divulgação dessas estatísticas ocorre em meio à revogação de uma instrução normativa que modernizava a fiscalização de movimentações financeiras.

O volume de transações realizadas via Pix apresentou uma queda significativa nos primeiros dias de janeiro, conforme dados do Banco Central (BC). Entre 1º e 14 de janeiro, foram registradas pouco mais de 2,29 bilhões de transações, movimentando cerca de R$ 920 bilhões. Em comparação com o mesmo período de dezembro, quando o sistema registrou 2,7 bilhões de transferências e um total de R$ 1,12 trilhão em valores movimentados, houve uma retração de 15,3%.
Apesar do recuo mensal, o sistema de pagamentos instantâneos mantém crescimento expressivo no comparativo anual. Em janeiro de 2024, o mesmo intervalo registrou 1,75 bilhão de transações, com um montante de R$ 659,7 bilhões. Esse aumento evidencia a consolidação do Pix como principal meio de transferências financeiras no Brasil.
A divulgação dessas estatísticas ocorre em meio à revogação de uma instrução normativa que modernizava a fiscalização de movimentações financeiras. Para substituir a medida, o governo anunciou a publicação de uma medida provisória com o objetivo de igualar o Pix ao dinheiro em espécie em termos de tratamento legal. A MP também reforça pilares importantes do sistema: sigilo bancário, isenção de tributos e gratuidade para pessoas físicas, além de proibir cobranças diferenciadas para pagamentos realizados com Pix. Especialistas avaliam que o cenário de retração em janeiro pode estar relacionado ao período de férias e ajustes financeiros após as festas de fim de ano, somados às recentes discussões sobre monitoramento de transações. No entanto, com as novas garantias prometidas pelo governo, a expectativa é de que o Pix siga como um dos principais pilares da inclusão financeira no país.






@vitoriadaconquistanoticias
Grupo WhatsApp