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Tristeza: Faleceu a médica cubana Yadarys Guerra Solano, a “Dra. Jady do Mais Médicos”, após luta contra o câncer

Profissional integrou o programa Mais Médicos e continuou atendendo mesmo com limitações da doença; família em Cuba não pôde se despedir.

A médica cubana Yadarys Guerra Solano, conhecida como Dra. Jady, faleceu na última segunda-feira (5), em Conceição do Coité, aos 43 anos, cinco dias após completar aniversário. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, ela lutava há mais de 15 anos contra um câncer na região superior da coxa, enfrentando múltiplas cirurgias e tratamentos sem abandonar a profissão.

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Dra. Jady chegou ao Brasil em 2013 pelo programa Mais Médicos, atuando inicialmente em Conceição do Coité e, posteriormente, em Retirolândia. Mesmo com a progressão da doença, manteve-se clinicamente ativa até recentemente, conciliando o trabalho com preparação para o Revalida, exame que a habilitou a continuar exercendo a medicina no país após o fim do programa.

Batalha até o último momento

Suzete Oliveira, guarda municipal e tia afetiva de Dra. Jady, relatou que a médica passou por cinco cirurgias — a primeira em Cuba e as demais no Brasil.

Em 2023, os médicos informaram que não havia mais opções terapêuticas, mas ela seguiu trabalhando em 2024, mesmo com dificuldades para se locomover. Nos últimos meses, seu estado de saúde se agravou, levando-a a receber atendimento domiciliar 24 horas após uma decisão judicial. “Ela perdeu a consciência uma semana antes de partir”, contou Suzete, emocionada. A servidora destacou ainda a dor da despedida sem a presença da família cubana: a mãe de Jady recebeu autorização para viajar apenas no dia do falecimento. “Ela virá para conhecer as netas e resolver questões burocráticas”, explicou.

Legado e desafios

Dra. Jady deixa duas filhas: Daniela, 16, trazida de Cuba após a médica se estabelecer no Brasil, e uma caçula de 6 anos, fruto do relacionamento com o sobrinho de Suzete. A história de resistência da profissional se mistura com as dificuldades enfrentadas por sua família em Cuba, como relatou o pai da médica durante visita ao país: “A vida piorou após Fidel Castro e a pandemia. Quem sai não quer voltar”. O sepultamento ocorreu no Cemitério Recanto da Saudade, em Coité, marcado pela saudade e pela certeza de uma trajetória de dedicação à medicina, mesmo diante de adversidades. Com informações do Calila Notícias.



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