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Conquista: PM realiza ações preventivas para conter arrombamentos em lojas do centro, por dependentes químicos

O objetivo foi traçar um diagnóstico preciso da realidade vivida pelas pessoas em situação de rua na área central da cidade, onde ainda se concentra o comércio.

A onda de arrombamentos e furtos que tem tirado o sono de comerciantes no centro de Vitória da Conquista não será combatida apenas com policiamento ostensivo. A 77ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) está articulando uma nova estratégia que reconhece a profunda complexidade social do problema, exigindo uma ação integrada dos setores de saúde pública e assistência social.

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A mudança de rota foi definida após o próprio comandante da unidade, o major Orlins, realizar uma ação de campo no último sábado (1º). O objetivo foi traçar um diagnóstico preciso da realidade vivida pelas pessoas em situação de rua na área central. Durante a incursão, o major buscou contato direto com essa população e constatou o que muitos já suspeitavam: grande parte dos indivíduos vive em condição de vulnerabilidade e dependência química. Essa realidade, segundo apurado pelo Blog do Marcelo, é apontada como o principal vetor para a escalada de pequenos delitos e arrombamentos na região, visando sustentar o vício.

Para o Major Orlins, a solução não pode vir apenas da farda. “O problema vai além da esfera policial e exige uma resposta articulada dos órgãos públicos”, afirmou o comandante. A declaração reforça que a questão é multifacetada e que uma resposta puramente repressiva é insuficiente. Diante desse cenário, a nova estratégia da 77ª CIPM prevê atuar em duas frentes simultâneas. A primeira, de caráter social, visa o acolhimento e o encaminhamento de dependentes químicos para tratamento. A segunda, de natureza coercitiva, manterá o combate direto ao tráfico de drogas e a repressão qualificada aos furtos. A PM defende, no entanto, que o sucesso da empreitada depende de um pacto coletivo. A corporação conclama a participação ativa da Guarda Municipal, de outras instituições públicas e da sociedade civil para enfrentar o que se configura como um desafio de segurança e, sobretudo, de saúde pública.



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