Falência do Will Bank: Quem tem dívida de empréstimo ou cartão deve continuar pagando, ou será negativado. Entenda
Liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central altera a gestão das cobranças, mas contratos de empréstimo continuam válidos e inadimplência pode levar à Justiça.

A decretação da liquidação extrajudicial do Will Bank pelo Banco Central, oficializada nesta quarta-feira (21), levantou uma dúvida imediata entre milhares de correntistas: o que acontece com quem tomou dinheiro emprestado da instituição? Ao contrário do que muitos poderiam esperar, o encerramento das atividades da fintech não significa o perdão dos débitos. A medida drástica foi tomada pela autoridade monetária após a deterioração financeira do banco e o descumprimento de obrigações com a Mastercard. No entanto, para o consumidor que possui parcelas de empréstimo em aberto, a regra é clara: a dívida persiste e deve ser paga.
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A mudança prática ocorrerá na forma como essa cobrança chega ao cliente. Com a saída da antiga administração, a gestão da carteira de crédito passa para as mãos de um liquidante. A estratégia a ser adotada ainda está em definição, mas, segundo apurado pelo Blog do Marcelo, o processo de recolhimento dos valores poderá ser mantido por sistemas próprios ou, em uma segunda etapa, a carteira de crédito poderá ser vendida para outros bancos e fundos de investimento especializados.
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Riscos da inadimplência Advogados especialistas em direito bancário alertam que suspender os pagamentos por conta própria é uma estratégia perigosa. O contrato original segue com força legal, o que significa que o atraso acarretará juros, multa e a possível negativação do nome do devedor nos órgãos de proteção ao crédito (SPC e Serasa). Em casos mais graves, a empresa liquidante poderá acionar a Justiça para reaver os valores.
Outro ponto que gera confusão é a situação de quem tem, simultaneamente, dinheiro preso na conta e dívida de empréstimo. O chamado “encontro de contas” — usar o saldo para abater a dívida — não é automático. Como os recursos possuem naturezas jurídicas distintas, o cliente não pode simplesmente deixar de pagar a prestação alegando que tem saldo a receber. Essa compensação depende de uma análise criteriosa do liquidante. O Will Bank, que pertencia ao grupo Master, já operava sob regime de administração especial desde novembro do ano passado. Com a liquidação definitiva, a prioridade agora é levantar ativos para pagar os credores da instituição, o que reforça a necessidade de os tomadores de empréstimo manterem suas obrigações em dia.








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