VÍDEO: Municípios do sudoeste baiano são alvo de operação da Polícia Civil na manhã desta terça-feira
O foco das investigações recai sobre a existência de um esquema estruturado para o desvio de recursos públicos, em licitações fraudulentas.

Uma ofensiva contra a corrupção abalou o cenário político do município de Itagibá nas primeiras horas desta terça-feira (27). Batizada de Operação Carta Marcada, a ação policial mobilizou um grande contingente para desmantelar uma suposta organização criminosa especializada em fraudar contratos de prestação de serviços no executivo municipal. O foco das investigações recai sobre a existência de um esquema estruturado para o desvio de recursos públicos. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, os indícios coletados pelas autoridades apontam que o grupo manipulava processos administrativos através do direcionamento de contratos e do uso reiterado de inexigibilidade de licitação — manobra utilizada para contratar sem concorrência —, violando frontalmente a legislação vigente.
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A operação, conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), através da DECCOR, mobilizou cerca de 60 policiais civis. As equipes cumpriram, ao todo, 15 mandados de busca e apreensão distribuídos em quatro cidades baianas: Itagibá: 7 mandados; Dário Meira: 4 mandados; Ipiaú: 3 mandados; Jequié: 1 mandado.
Vídeo mostra ação dos agentes:
VÍDEO: Municípios do sudoeste da Bahia são alvo de operação da Polícia Civil na manhã desta terça-feira pic.twitter.com/9fQ7eLxc8l
— Blog do Marcelo (@blogdomarcelo) January 27, 2026
Afastamentos e bloqueio de bens
A Justiça determinou medidas cautelares severas contra os envolvidos. Dois servidores públicos foram afastados imediatamente de suas funções: um secretário municipal e uma servidora lotada na Controladoria do Município. Além do afastamento, foi ordenado o bloqueio de bens e valores na ordem de aproximadamente R$ 2 milhões de cada investigado, visando garantir o ressarcimento ao erário. De acordo com a Polícia Civil, a estrutura do esquema envolvia uma colaboração estreita entre os agentes públicos e representantes de duas empresas privadas de consultoria. A investigação descreve um cenário de tarefas divididas e estabilidade criminal, com o objetivo claro de ocultar o desvio de verbas oriundas de contratos sob suspeita de superfaturamento. Durante as diligências, as autoridades apreenderam computadores, aparelhos celulares, vasta documentação e cerca de R$ 70 mil em espécie. Todo o material será submetido à perícia técnica. O objetivo agora é aprofundar as apurações para rastrear o destino final do dinheiro desviado e identificar outros possíveis integrantes da rede criminosa.







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