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Eleições 2026: “Página virada”, diz senador Jaques Wagner ao se referir ao ex-aliado, senador Ângelo Coronel

Wagner não poupou sinceridade sobre a tentativa de Coronel de se posicionar como uma “via independente”. Para o ex-governador, a manobra foi um erro.

O senador Jaques Wagner (PT) encerrou oficialmente as especulações sobre a permanência de Angelo Coronel (PSD) na base governista da Bahia. Durante entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (9), o petista foi categórico ao afirmar que o desligamento do colega de parlamento do grupo liderado por Jerônimo Rodrigues (PT) é um fato consumado. Ao comentar a movimentação política, Wagner não poupou sinceridade sobre a tentativa de Coronel de se posicionar como uma “via independente”. Para o ex-governador, a manobra foi um erro estratégico. “Não dá para ser independente tendo crescido junto com o grupo”, avaliou, fazendo questão de diferenciar a postura de Coronel da lealdade mantida pelo líder do PSD, Otto Alencar.

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A ruptura definitiva ocorre após recusas de composições políticas. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, Wagner admitiu que a articulação envolvia uma proposta de “mandato compartilhado”. O desenho político sugerido colocaria Coronel como suplente, com a perspectiva de assumir a cadeira no Senado caso Wagner e Rui Costa — também pré-candidato — fossem convocados para ministérios em um eventual governo Lula. “Uma proposta como essa ele também achou ruim. Mas tudo bem, ele foi e para mim é página virada”, sentenciou Wagner, ressaltando que, apesar da discordância, respeita a decisão individual do senador.

Dissonância no discurso governista A declaração incisiva de Wagner contrasta com o tom adotado pelo governador Jerônimo Rodrigues na semana anterior. Na última segunda-feira (2), Jerônimo ainda tentava evitar o rompimento público, alegando que o processo não estava encerrado e que confiava na mediação de Otto Alencar para evitar a desagregação. O governador reforçou, na ocasião, que a prioridade absoluta é a manutenção da aliança histórica com o PSD, citando a capilaridade da sigla com prefeitos e deputados.

Oposição acena e ataca Enquanto a base governista digere a perda, a oposição se movimenta para capitalizar o episódio. O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), saiu em defesa de Angelo Coronel, classificando o episódio como mais uma “traição” no currículo do Partido dos Trabalhadores. Reis assegurou que as conversas com Coronel já foram iniciadas e que há disposição de diversos partidos da base oposicionista em acolher uma candidatura do pessedista ao Senado. “Tiraram o direito dele de disputar a reeleição, como fizeram com Lídice, João Leão e Pinheiro”, relembrou o prefeito. Elevando o tom das críticas, o gestor soteropolitano disparou contra o modus operandi do PT: “Suga o sangue dos aliados, dá aquele abraço de urso e depois descarta”.



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