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Após tragédia em São Paulo, Vigilância Sanitária fiscaliza piscinas de academias em Vitória da Conquista

Durante as visitas, os fiscais realizaram testes de aferição para verificar os níveis de pH e a concentração de cloro, além de verificar os registros dos processos diários de limpeza e filtragem.

A Vigilância Sanitária e Ambiental (Visa), de Vitória da Conquista, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta quarta-feira (11) um cronograma de visitas técnicas em academias da cidade que oferecem atividades aquáticas. Motivada pela repercussão nacional recente de intoxicação química, que resultou na morte de uma pessoa e na internação de outras quatro, após uma aula de natação em uma piscina de academia na zona Leste de São Paulo, a ação busca não apenas fiscalizar, mas educar gestores sobre os parâmetros ideais de utilização de cloro na água. Durante as visitas, os fiscais realizaram testes de aferição para verificar os níveis de pH e a concentração de cloro, além de verificar os registros dos processos diários de limpeza e filtragem. O objetivo é evitar riscos sanitários que variam de irritações na pele e olhos até problemas respiratórios mais graves em casos de superdosagem.

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“As academias devem assegurar condições de higiene e segurança em conformidade com as normas sanitárias. Monitoramos desde a qualidade da água e sistemas de filtragem até a estrutura física, como pisos antiderrapantes, duchas obrigatórias e vestiários separados”, explicou o coordenador da Vigilância Sanitária, Maico Mares.

Além disso, a Visa exige a presença de um responsável técnico habilitado, alvará sanitário visível e equipamentos de emergência, como cilindros de oxigênio. Outra norma é a proibição do uso das piscinas por pessoas com doenças infectocontagiosas ou lesões cutâneas, visando o bem-estar coletivo.

Complementando as diretrizes institucionais, o fiscal da Visa, Lucas Santana, reforçou que o momento é de conscientização, especialmente após repercussões sobre contaminação química. “Estamos fazendo um trabalho de orientação e prevenção. Queremos falar do risco sanitário e dos efeitos que o excesso ou a falta de cloro podem trazer, lembrando sempre a importância do tratamento adequado para garantir a segurança da população”, afirmou durante as visitas. Os níveis de cloro são essenciais para eliminar microrganismos, mas perigoso se estiver acima do permitido. Já o controle de pH garante que a água não esteja nem muito ácida, nem muito alcalina, potencializando a ação do cloro e o conforto dos banhistas.

Para os proprietários dos estabelecimentos, a presença da Vigilância é vista como um selo de qualidade e um suporte técnico necessário, dada à complexidade de manter a água tratada e segura para grupos mais sensíveis, como crianças pequenas e pessoas de idade avançada.

Patrícia Mussy, sócia de uma academia com 16 anos de atuação, ressaltou que o apoio do órgão é essencial para o bom funcionamento: “Atendemos desde bebês de seis meses até idosos. Lidar com água é lidar com vidas, não é simples. Entendemos que essa orientação técnica é fundamental para oferecermos o melhor aos nossos clientes,” afirmou a empresária.

Coordenadora de natação de outra academia da cidade, Jade Santos destacou que a fiscalização serve como um respaldo para o trabalho realizado pela equipe: “Para a gente é muito importante a presença da Vigilância Sanitária, constatar que a gente está dentro do que é certo no tratamento da piscina. Isso nos dá segurança e respaldo, afinal de contas estamos lidando com vidas”.



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