Bahia: Petrobras confirma interesse em recomprar a refinaria de Mataripe, hoje controlada pelo grupo Acelen
A planta é responsável por cerca de 14% da capacidade de refino do Brasil, produzindo itens essenciais como diesel, gasolina e gás de cozinha.

A gestão da Petrobras reiterou oficialmente o seu interesse em trazer de volta ao controle estatal a Refinaria de Mataripe, localizada em São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano. Em esclarecimento enviado recentemente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia confirmou que a possibilidade de recompra da unidade integra o planejamento estratégico e a análise contínua de novos negócios. A movimentação ocorre em um cenário de revisão da política de desinvestimentos adotada em anos anteriores, sinalizando um novo capítulo para o setor energético no Nordeste. A unidade, que foi a primeira refinaria nacional e hoje ocupa o posto de segunda maior do país, opera atualmente sob a gestão do grupo Acelen, controlado pelo fundo árabe Mubadala Capital. A planta é responsável por cerca de 14% da capacidade de refino do Brasil, produzindo itens essenciais como diesel, gasolina e gás de cozinha.
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O posicionamento da Petrobras surge como uma resposta direta às recentes declarações do Governo Federal, que tem defendido publicamente a recuperação de ativos considerados fundamentais para a soberania nacional e para o equilíbrio dos preços dos combustíveis.

Embora o interesse seja explícito, a estatal ressaltou que ainda não existem fatos novos ou decisões definitivas que demandem a divulgação de comunicados oficiais ao mercado financeiro. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, as negociações entre a Petrobras e os atuais controladores da refinaria baiana avançam sob sigilo, envolvendo discussões técnicas complexas sobre a estrutura de capital e projetos de modernização voltados ao biorrefino. A expectativa é que o processo de transição, caso se concretize, seja conduzido de forma gradual para garantir a continuidade operacional da planta.
A possível reestatização de Mataripe é vista por especialistas como um passo decisivo na mudança de rota da empresa, que volta a priorizar o refino como eixo central de sua atuação. Além do impacto econômico direto na Bahia, a retomada da unidade permitiria à Petrobras uma maior flexibilidade logística no abastecimento de derivados em toda a região. Por enquanto, a companhia mantém a postura de transparência perante os órgãos reguladores, enquanto monitora as oscilações do mercado internacional de petróleo que podem influenciar o valor final da transação.







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