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Monique Barbosa, filha do cantor Beto Barbosa, morreu às 12h20 desta sexta-feira (08), em um hospital de Belém, vítima de uma bactéria desconhecida.
De acordo com o assessor de imprensa do cantor, Monique estava em coma desde setembro, com uma infecção que os médicos não conseguiram detectar a origem.
“Beto está em Natal, muito preocupado por não conseguir embarcar para Belém. Só existe avião para amanhã e ele está desesperado”, contou ele para O Fuxico.
O cantor se pronunciou a respeito do assunto por meio de seu blog: “ESTOU DE LUTO, OLHAR PERDIDO, CORAÇÃO SANGRANDO….MINHA FILHA ACABOU DE FALECER. 12:20 DO DIA 08/10/2010 EM BELÉM DO PARÁ. DEUS ME AJUDE A SUPORTAR ESTA DOR !!!”, escreveu ele.
A moça será cremada, na próxima segunda-feira (11), em Belém, porque Beto, que está em Natal onde mora, não conseguiu passagem aérea antes, devido ao movimento do feriadão.
Superbactéria
O termo superbactéria ganhou as manchetes neste mês de setembro após a propagação do gene NDM-1 (Nova Délhi metalo-beta-lactamase), responsável por deixar bactérias como Klebsiella e Escherichia resistentes a muitos medicamentos.
Entre os remédios ineficazes estão as carbapenemas, uma das principais opções no combate aos organismos unicelulares. A presença de genes como o NDM-1 faz com que uma enzima seja produzida pela bactéria e torne os antimicrobianos insuficientes para destruí-la.
Médicos consultados pela reportagem indicam que o controle das superbactérias está ligado, principalmente, ao uso adequado de antimicrobianos.
Para Thaís Guimarães, médica infectologista do Centro de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, o caso é diferente de epidemias como a da nova gripe, que movimentou campanhas de vacinação extensas. “Não é igual ao caso do H1N1, por exemplo, quando as pessoas que se deslocaram entre países tiveram essa infecção.”
Para o médico Jacyr Pasternak, do Hospital Albert Einstein, há uma tendência atual para aumentar o uso dos remédios além do necessário.
“O que mantém a resistência é a pressão antibiótica, a bactéria adquire resistência conforme o antibiótico é administrado”, diz o infectologista. “Mas a gente fica preocupado também pois a indústria farmacêutica tem investido pouco em remédios novos.”









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