Justiça: Após 5 anos, assassino da jovem Sashira Camilly Cunha Silva começa a ser julgado nesta terça-feira
Defesa conseguiu transferência do julgamento alegando parcialidade em Vitória da Conquista; mãe da jovem justifica ausência: “Não ia aguentar os detalhes”.

Teve início na manhã desta terça-feira (10), no Fórum Filinto Bastos, o julgamento de Rafael de Souza Lima. Ele é apontado pelas investigações como o mentor intelectual e um dos executores do feminicídio da jovem universitária Sashira Camilly Cunha Silva, ocorrido em setembro de 2021. A sessão do júri acontece longe do local do crime. A defesa do réu obteve êxito no pedido de desaforamento, transferindo o julgamento de Vitória da Conquista para Feira de Santana, cidade situada a cerca de 400 quilômetros de distância da capital do sudoeste baiano. O argumento aceito pela Justiça foi de que a intensa repercussão e comoção social na cidade natal da vítima poderiam comprometer a imparcialidade dos jurados, colocando em risco a ordem pública e a segurança do acusado.
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Sashira tinha apenas 19 anos quando foi vítima de uma trama cruel que envolveu seu ex-namorado e outros dois comparsas. O corpo da jovem foi localizado no município de Planalto, reacendendo debates nacionais sobre a violência contra a mulher.
Ausência da mãe e clamor por respeito
Um dos pontos mais delicados deste dia decisivo envolve a ausência dos pais da vítima no tribunal. Comentários surgidos durante a transmissão do julgamento questionaram o não comparecimento da família, o que gerou profunda angústia na mãe de Sashira. Em um desabafo emocionado enviado à imprensa local, a mãe explicou que sua saúde física e mental a impediu de viajar. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, a genitora encontra-se acamada e profundamente abalada, refutando qualquer insinuação de descaso. “A gente já passa por tudo isso e ainda está sendo julgado”, lamentou ela, classificando como injustas as críticas recebidas.

No relato, ela detalhou que não teria estrutura psicológica para ouvir a reconstituição do crime e os depoimentos no plenário. “Eu nunca consegui ouvir um áudio completo de relato. Imagina estar lá. Eu não ia aguentar os detalhes que seriam ditos”, afirmou, pedindo compreensão para a dor insuportável que a família enfrenta. Rafael de Souza Lima (foto acima) responde por feminicídio qualificado, com agravantes que incluem meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O julgamento segue em andamento e a sentença deve ser proferida nas próximas horas.








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