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Justiça feita: Assassino da jovem Sashira Camilly é condenado a mais de 22 anos de prisão em regime fechado

Sessão durou 19 horas e ocorreu em Feira de Santana, longe do local do crime, para garantir a imparcialidade do conselho de sentença.

A madrugada desta quarta-feira (11) marcou o desfecho judicial de um dos crimes de maior repercussão no interior da Bahia nos últimos anos. Rafael de Souza Lima, acusado de planejar e executar a morte da estudante de Engenharia Civil Sashira Camilly Cunha Silva, foi considerado culpado pelo Tribunal do Júri. A sentença, lida pela juíza Márcia Simões no Fórum Desembargador Filinto Bastos, fixou a pena em 22 anos e 5 meses de reclusão em regime fechado. O julgamento foi marcado por uma longa duração e tensão, estendendo-se por 19 horas e encerrando-se apenas às 03h40. A realização do júri a cerca de 400 quilômetros de Vitória da Conquista, cidade natal da vítima e palco do crime, não foi um acaso.

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Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, a transferência do júri (desaforamento) foi determinada pela Justiça para assegurar a isenção dos jurados, visto que a comoção social e a indignação popular em Conquista poderiam comprometer a imparcialidade necessária para o veredito.

Durante os debates, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses do Ministério Público, representado pelo promotor Victor Matias, e dos assistentes de acusação, os advogados Luciana Silva e Franklin Ribeiro. Rafael foi condenado por homicídio qualificado — agravado por motivo torpe, meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio — além do crime de ocultação de cadáver.

Brutalidade e memória

A tragédia que vitimou Sashira, de apenas 19 anos, ocorreu em 15 de setembro de 2021. A acusação detalhou a brutalidade do ataque: a jovem foi atingida por nove golpes de uma faca de caça. A perícia apontou que os ferimentos se concentraram no pescoço, atingindo vasos vitais, mas também foram encontrados cortes no rosto e nas mãos da estudante, evidenciando que ela tentou, em vão, se defender de seu algoz. A condenação encerra um capítulo doloroso para a família e para a sociedade conquistense, que aguardava a resposta do Estado diante da violência que interrompeu o futuro da jovem universitária.

Luciana Silva e Franklin Ribeiro, advogados e assistentes de acusação no processo

A advogada Luciana Silva atuou no processo como assistente da acusação. Em entrevista ao Acorda Cidade, afirmou que a pena acima dos 20 anos já era esperada pela acusação e que a condenação de Rafael refletiu o que a parte acusatória tentou, desde o início, comprovar a participação dele no crime. “O Conselho de Sentença dá uma resposta não só para as mulheres, mas para Vitória da Conquista, para o Brasil, que o feminicídio não é tolerável. Esse resultado era esperado, foi o que trabalhamos para conquistar. Um conjunto de provas, tanto as provas testemunhais como as provas técnicas, as informações que estavam no celular [indicaram a participação dele no crime]. Então, foi um processo que teve uma diversidade muito grande de provas, e também os debates hoje aqui foram fundamentais”, disse.



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