Bahia: Camarote de famoso influenciador é fechado em operação da Polícia Civil, na véspera do Carnaval de Salvador
Ação policial bloqueou R$ 230 milhões em bens e apreendeu aeronave; suspeito foi localizado em resort no Litoral Norte baiano e tentou evitar a captura.

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (11), a terceira fase da “Operação Falsas Promessas 3”, resultando na prisão de um influenciador digital de grande alcance, suspeito de liderar um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro oriundo de rifas ilegais. A ofensiva policial, que visa desarticular a estrutura financeira da organização, atingiu diretamente o setor de entretenimento do Carnaval de Salvador. O influenciador, conhecido nas redes sociais por ostentar uma vida de alto padrão para mais de 5,6 milhões de seguidores, foi localizado por agentes do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) em um resort de luxo no município de Camaçari, na Região Metropolitana.
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A operação teve reflexos imediatos na folia soteropolitana. Um camarote localizado no circuito Barra-Ondina, área nobre da festa, foi interditado pelas autoridades. As investigações apontam que o espaço estaria sendo utilizado para dar aparência lícita aos recursos movimentados pelo grupo criminoso através dos sorteios não autorizados.
Tentativa de fuga e apreensões milionárias
A abordagem policial no Litoral Norte não ocorreu sem incidentes. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, o influenciador tentou empreender fuga no momento em que percebeu a chegada das equipes policiais ao resort, mas foi contido pelos agentes antes que conseguisse escapar.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que somam a cifra de R$ 230 milhões. A lista de apreensões inclui uma aeronave avaliada em mais de R$ 10 milhões, que, de acordo com a polícia, era utilizada tanto para o transporte dos envolvidos quanto para a ocultação de patrimônio. Esta nova fase da operação expandiu o raio de atuação das forças de segurança, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão também nos estados de Goiás, Ceará e Espírito Santo. A polícia investiga agora a extensão da rede de “laranjas” utilizada para movimentar o capital ilícito e garantir o funcionamento da estrutura de camarotes e eventos.








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