A Tarde

Apesar da festa do presidente Marcelo Nilo (PDT) em torno do novo anexo da Assembleia Legislativa (AL) batizado como Senador Jutahy Magalhães, inaugurado nesta quinta-feira, 22, e que custou um total de R$ 26 milhões, a casa legislativa precisará de pelo menos R$ 29 milhões do Executivo para fechar o ano no verde, informou à reportagem o setor financeiro da AL.
O governador Jaques Wagner (PT) antecipa que não tem dinheiro. “Tô muito apertado, já disse isso para os poderes. Nós estamos com um orçamento extremamente justo”, afirmou Wagner, antecipando teor da conversa que deve ter com Nilo na segunda-feira. Wagner descerrou a placa de inauguração do prédio ao lado de Nilo e do deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB), e de dona Mercedes Magalhães, filho e viúva do senador Jutahy Magalhães.
“É óbvio que vou negociar com o presidente da Casa, com a mesa diretora. Agora, tenho que encaixar tudo porque também faz bem aos deputados minha capacidade de investir em estradas, saúde e educação”, disse Wagner. Mas Nilo diz que acredita no bom senso do governador e alega que o orçamento de 2011 “já nasceu defasado”.
“A suplementação é necessidade. Ano passado, fechei com R$ 314 milhões e o orçamento deste ano é de R$ 298 milhões! O que aconteceu: o salário do deputado aumentou – estamos vinculados à Brasília – e houve reajuste do salário dos funcionários da Assembleia. O prédio anexo não tem nada a ver com isso”, justifica o presidente.
Quando a Câmara dos Deputados aprovou reajuste ao salário dos deputados, no início do ano, Nilo poderia ter aumentado o subsídio dos parlamentares em até 75% dos seus pares federais. Escolheu o teto e o salário do deputado passou de R$ 12 mil para R$ 16 mil. Somam-se isso a verba indenizatória de R$ 15 mil e a de gabinete de R$ 60 mil. Além do reajuste de 5,91% para funcionários da Assembleia Legislativa.
Apesar do esforço de Nilo de economizar recursos devolvendo funcionários para órgãos de origem e outras medidas como corte de ponto de faltosos, não houve mudança nos benefícios dos deputados. Agora, a suplementação do Executivo é urgente. Mas Nilo diz que todo ano é assim: “O orçamento sempre chega defasado pois é previsto um ano antes”.












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