Tribuna da Bahia

O presidente do PMDB baiano, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (foto), tem bons motivos para comemorar que sua bancada na Câmara Municipal tenha permanecido intacta após o encerramento do prazo de filiações partidárias ontem. Nos últimos dias, PMDB e PT travaram uma verdadeira guerra de bastidores nos arredores da praça municipal pela filiação de lideranças e vereadores às duas legendas, reeditando uma antiga disputa na Bahia.
Levando a sério o princípio segundo o qual, em eleições municipais, quem faz a campanhade prefeito são os candidatos a vereador, com sua relação direta principalmente com lideranças comunitárias, petistas e peemedebistas avançaram pesado mutuamente sobre as bases de cada qual no afã de fortalecer os pré-candidatos do PT, Nelson Pelegrino, e do PMDB, Mário Kertész.
O próprio Kertész que, apesar de experiente, estaria enferrujado na tarefa de arregimentar apoiadores devido ao longo tempo em que permaneceu afastado da política partidária, ajudou pessoalmente Lúcio e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, no cerco que os dois promoveram para controlar as bases peemedebistas seduzidas pelas propostas dos petistas.
Do lado do PT, com poder delegado do pré-candidato Nelson Pelegrino, o vereador Henrique Carballal partiu com determinação para cima de vereadores que considerava importantes para o projeto de elegê-lo prefeito, rompendo verdadeiros tabus na legenda na Bahia, como foi o caso da filiação de Alcindo da Anunciação, cujo perfil marcadamente fisiológico provocou uma turbulência no partido.
Além de Alcindo, o maior ícone da chamada “guinada pragmática” que o PT de Salvador deu nesta pré-campanha em Salvador, Carballal e Pelegrino promoveram a acomodação dos vereadores Edson da União (PMN), David Rios (PTB) e Pitangueiras (PRB) no aliado PSD, na prática, um partido concebido nacionalmente para abrigar todas aquelas lideranças que por algum motivo não possam se filiar diretamente ao PT.
O trabalho de Carballal foi tão bem-sucedido que ele ganhou o reconhecimento da cúpula petista, para a qual “agora Pelegrino vai”, e convites para se envolver desde já em pré-campanhas que estão apenas se organizando, como a do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.












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