do Estadão
Cidade está em estado de alerta após série de deslizamentos
Dezenove pessoas morreram no Rio em consequência da forte chuva que caiu durante mais de 24 horas ininterruptamente e deixou a cidade em estado de alerta no último dia do ano. Dez pessoas morreram na cidade e nove em municípios vizinhos. O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), vai manter o estado de alerta enquanto perdurarem as chuvas.
A Defesa Civil municipal colocou cerca de 200 homens nas ruas e montou uma sala de emergência para acompanhar a situação na sede da Companhia Estadual de Tráfego (CET). Desde quarta-feira, a Defesa Civil registrou 307 ocorrências, boa parte delas (cem) por deslizamentos de encostas.
Segundo Eduardo Paes, trata-se de uma situação atípica, uma vez que a cidade vem enfrentando mais deslizamentos do que alagamentos (19). “Infelizmente, as chuvas mais constantes e a água acumulada estão provocando uma série de deslizamentos”, afirmou o prefeito.
Ele ressaltou que os deslizamentos estão ocorrendo em áreas que não eram consideradas de risco. “Graças a Deus não houve um grande deslizamento arrastando várias casas. O que está ocorrendo são pequenos deslizamentos”, disse o prefeito.
As dez vítimas fatais na cidade estavam em bairros da zona norte. Cinco pessoas de uma mesma família morreram quando a casa em que estavam na Favela de São Sebastião, em Jacarepaguá, foi arrastada pela terra que desceu de uma encosta.
Em Copacabana, onde ocorre a principal queima de fogos do réveillon do Rio, e nos demais bairros da zona sul, não houve muitos pontos de alagamentos.
DESABRIGADOS
Na Baixada Fluminense, na periferia do Rio, o município mais castigado é Duque de Caxias. O Rio Sarapuí transbordou e alagou ruas deixando casas totalmente submersas. Um menino de 7 anos morreu no bairro Jardim Gramacho e pelo menos 540 pessoas estão desabrigadas no município.
Em Belford Roxo, uma mãe de 17 anos e a filha de apenas três dias morreram em um desabamento no bairro Nova Aurora.
POUSO DE EMERGÊNCIA
As chuvas causaram transtornos em vários pontos da cidade do Rio. O Aeroporto Santos Dumont chegou a fechar pela manhã durante uma hora, mas voltou a operar por instrumentos. No Aeroporto Internacional Tom Jobim não houve interrupções para pouso e decolagem, mas durante todo o dia as operações foram feitas por instrumentos.
Um helicóptero fez pouso de emergência, por volta das 9 horas, no pátio de estacionamento da Viação Acari, em Cascadura, na zona norte. A aeronave prefixo PT YEB, segundo relato da tripulação a funcionários da empresa de ônibus, apresentou problema técnico, agravado pelas chuvas.
MINAS
Mais duas cidades mineiras registraram estragos causados pelas fortes chuvas dos últimos dias, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado.
Na Zona da Mata, o município de Pedra do Anta registrou um acúmulo de chuvas nos últimos dias que causou prejuízos à infraestrutura produtiva e viária.
Na região sul de Minas, o Rio do Peixe, na cidade de São Tomé das Letras, ocasionou inundações em alguns bairros do município de Três Corações. Segundo a Defesa Civil, 122 pessoas estão desalojadas, 12 desabrigadas e 50 residências danificadas.
NÚMEROS
307 ocorrências
foram registradas desde
quarta-feira no Rio
540 pessoas
estão desabrigadas no município de Duque de Caxias
122 pessoas
estão desalojadas no sul de MG










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