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Governo do Estado se nega a indicar membros da CPI do Metrô de Salvador

do A Tarde
Trecho da obra paralizada do metrô na avenida Bonocô

A indicação dos deputados para formar a CPI do Metrô na Assembleia Legislativa, cujo prazo vencia nesta quinta, foi adiada para a próxima segunda-feira. Os líderes do governo e do PT se negarem a apresentar os quatro nomes a que têm direito.

O presidente Marcelo Nilo (PDT) resolveu prorrogar a decisão, que agora cabe a ele. O governo alega não ver razão de o Legislativo estadual investigar uma obra municipal e tenta manobrar para a Câmara de Vereadores de Salvador instaurar uma investigação por meio de Comissão Especial de Inquérito (CEI).

O PMDB, partido do prefeito de Salvador, João Henrique, também não nomeou seu deputado para a CPI. O prefeito se mostrou favorável à investigação na Assembleia, mas sua base aliada é contra qualquer investigação municipal.

Com isso, quatro dias depois de instaurada, a CPI já caminha a passos curtos, apesar de a oposição ter definido João Carlos Bacelar (PTN) e Paulo Azi (DEM) como dois dos oito membros. O representante do PR será o deputado Elmar Nascimento, propositor da CPI, que classifica as obras como “um dos maiores escândalos de desvio de recursos na Bahia”.

Surpresa – O líder do PT na Assembleia, Paulo Rangel, argumenta que a investigação no âmbito estadual seria “enganar o povo”, pois não iria investigar realmente as denúncias que recaem sobre as obras do metrô. Elas já duram 10 anos, e o Tribunal de Contas da União calcula um superfaturamento de R$ 110 milhões.

“A posição do governo e do PT é não indicar ninguém. Eu não tô entendendo nada (do porquê da CPI na Assembleia). E eu não assino o que não entendo”, disse Rangel.

O líder da oposição, Heraldo Rocha (DEM), classificou a postura do governo como “vacilante”. “Fiquei surpreso ao saber que não querem instalar uma CPI assinada por 34 dos 63 deputados”, disse. “Existe recurso estadual na obra e estamos vivendo momentos difíceis no transporte público de Salvador. Temos a perspectiva da Copa 2014. Então a Assembleia não pode ficar omissa”, defende.



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