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“Estou passando mal”: Brasileira com drogas no estômago morre minutos após postar vídeo

Deyse Ricarte morreu dentro um hotel em Lisboa, Portugaç, segundo informações da Polícia Federal. Suspeita é a de que cápsula de cocaína se rompeu.

Uma brasileira de 28 anos morreu com droga no estômago em um hotel de Lisboa, em Portugal, nesta segunda-feira (9). As informações foram divulgadas pela Polícia Federal nesta sexta-feira (13). Deyse Ricarte transportou a droga de Belo Horizonte, em Minas Gerais, para Portugal, no estômago, mas morreu depois que chegou ao hotel. Segundo o delegado Ramon da Silva, Deyse embarcou no domingo (8), no aeroporto de Belo Horizonte. Ela morreu na madrugada da segunda-feira (9) em um hotel. No vídeo, ela diz a uma amiga que está passando mal. Assista:

Pouco antes de morrer com drogas no estômago em um hotel de Portugal, a capixaba Deyse Ricarte, de 28 anos, gravou um vídeo dizendo que amava os pais. De acordo com uma amiga, que não quis se identificar, Deyse aceitou a proposta de transportar a droga sob a promessa de que receberia R$ 12 mil. No vídeo enviado a uma amiga, Deyse demonstra preocupação e pergunta se o rosto parece inchado. “Você acha que meu rosto está muito inchado? Ou está normal? Acho que vou morrer, amiga. Ai, Senhor, me ajuda. Amiga, fala com minha mãe que eu amo ela, e meu pai. Não vou aguentar”, disse Deyse na gravação. Segundo o delegado Ramon da Silva, Deyse embarcou no domingo (8), no aeroporto de Belo Horizonte, com destino a Portugal. Ela morreu na madrugada da segunda-feira (9) em um hotel de Lisboa. A suspeita da polícia é de que Deyse tenha engolido cápsulas de cocaína e uma delas tenha se rompido estômago, causando overdose.

“Nós estamos acompanhando esse caso. Fizemos levantamentos iniciais e no momento não parece que seja uma quadrilha do Espírito Santo, porque até o passaporte dela é de Minas Gerais”, explicou o delegado Ramon. Autoridades portuguesas estão investigando a morte da capixaba e depois vão passar as informações para a Polícia Federal brasileira continuar a investigação. O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, informou que o Consulado do Brasil em Lisboa foi comunicado pela Polícia de Segurança Pública de Portugal do falecimento da brasileira na terça-feira (10). Os agentes consulares brasileiros mantêm contato com a família de Deyse, prestando assistência quanto à produção de documentos e fornecendo informações referentes ao traslado do corpo e ao registro do óbito. O caso é objeto de investigação pela polícia portuguesa, disse o Itamaraty.

‘Levada para morrer’

A amiga, que preferiu não se identificar, disse que Deyse tinha o sonho de fazer uma cirurgia plástica. Por isso, teria aceitado a proposta de transportar as drogas para a Europa. “Ela não gostava de droga, ela foi iludida, foi levada para morrer. A pessoa que fez isso com ela, tentou fazer comigo, com amigas minhas. Essa pessoa mandou ela pra lá, falou que ela nunca mais ia precisar trabalhar, fazer programa, que ela ia conseguir levantar o dinheiro para fazer a cirurgia dela”, contou a amiga. Ainda de acordo com a amiga, a pessoa que fez a proposta cuidou de todos os trâmites para levar Deyse a Portugal. “Essa pessoa a ajudou a fazer o RG, porque nem isso ela tinha. Fez o passaporte, comprou a passagem”, contou. Ela também contou que poucas pessoas sabiam que a jovem seguia para Portugal e que só soube da viagem porque Deyse postou fotos da mala, do aeroporto e do passaporte nas redes so. Em seguida, escreveu que estava em Lisboa.

Traslado do corpo

Pessoas próximas à família de Deyse disseram que eles não têm condições de pagar pelo traslado do corpo para o Brasil, e que tentam ajuda dos órgãos competentes. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, informou que o Consulado do Brasil em Lisboa foi comunicado pela Polícia de Segurança Pública de Portugal do falecimento da brasileira na terça-feira (10). Os agentes consulares brasileiros mantêm contato com a família de Deyse, prestando assistência quanto à produção de documentos e fornecendo informações referentes ao traslado do corpo e ao registro do óbito. O caso é objeto de investigação pela polícia portuguesa, disse o Itamaraty.

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