do G1
Informação foi dada pelo primeiro-ministro em entrevista à CNN. Tremor devastou a capital, Porto Príncipe, e matou 12 brasileiros.

O premiê do Haiti, Jean-Max Bellerive, disse nesta quarta-feira (13) à rede CNN que teme que o número de mortos pelo terremoto que atingiu o país na tarde de terça supere 100 mil pessoas. O número equivale a mais de 1% da população do país da América Central.
O Comando do Exército confirmou a morte de 11 militares brasileiros no Haiti, vítimas do tremor de magnitude 7. O Brasil comanda uma missão de paz da Organização das Nações Unidas no país. Outra morte confirmada é a da fundadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns.
O abalo devastou a capital, Porto Príncipe, e afetou a estrutura de telecomunicações no país. As informações sobre vítimas e danos ainda são desencontradas.
Bellerive disse que, apesar de a capital ter ficado devastada, a população está se comportando “com calma”.
“As pessoas estão se ajudando umas às outras, tentando se organizar”, disse. Ele insistiu em que o país precisa de ajuda internacional para ajudar as vítimas e resgatar os cadáveres.
Ele disse que é necessário recuperar o aeroporto da capital, que precisa voltar a funcionar para receber cargas de ajuda humanitária e pessoal especializado.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, já embarcou rumo ao Haiti para monitorar a situação. Ele está acompanhado do comandante da Marinha, Almirante Júlio Soares de Moura Neto, o Comandante do Exército, General Enzo Martins Pery, o secretário executivo da Secretaria Especial de Direitos Humano, Rogério Sotilli, o senador Flávio Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda Arns, além de representantes do Ministério da Saúde, do Ministério das Relações Exteriores e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O Itamaraty já anunciou que será enviada uma ajuda humanitária de mais de US$ 10 milhões. Além do dinheiro, o governo brasileiro também disponbilizará até sexta-feira (15) 28 toneladas de alimento. Segundo o ministério da Agricultura, serão enviados ao Haiti açúcar, leite em pó, sardinha e fiambre. Os alimentos irão para o Haiti em dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). O primeiro, com 14 toneladas, deve partir ainda nesta quarta-feira (13).
O ministério das Relações Exteriores também decidiu reforçar a embaixada brasileira em Santo Domingo, na República Dominicana, país vizinho ao Haiti. Segundo o Itamaraty, há no país 1.310 brasileiros – destes, 1.266 são militares das forças de paz.
Atualização: 19:37 | Mortos e feridos
Foram confirmados os óbitos de 04 (quatro) militares do BRABATT:
- – 1º Tenente BRUNO RIBEIRO MÁRIO;
- – 2º Sargento DAVI RAMOS DE LIMA;
- – Soldado ANTÔNIO JOSÉ ANACLETO
- – Soldado TIAGO ANAYA DETIMERMANI,
Todos do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena-SP. Os nomes dos militares feridos confirmados até o momento são os seguintes:
- Tenente Coronel ALEXANDRE JOSÉ SANTOS, da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, de Boa Vista-RR, com escoriações;- Capitão RENAN RODRIGUES DE OLIVEIRA, do 6º Batalhão de Infantaria Leve, de Caçapava-SP, com fratura do úmero e fêmur;
- 3º Sargento DANILO DO NASCIMENTO DE OLIVEIRA, do 28º Batalhão de Infantaria Leve, de Campinas-SP, com escoriações;
- Cabo EUGÊNIO PESARESI NETO, do 28º Batalhão de Infantaria Leve, de Campinas-SP, com escoriações; e
- Soldado WELINTON SOARES MAGALHÃES, do 5º Batalhão de Infantaria Leve, com fratura no nariz e na clavícula.













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