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Saída de Zago e Robert põe mais lenha na fogueira palmeirense

do Globoesporte.com

Clube vem convivendo desde o ano passado com demissões de treinador, briga entre jogadores e desentendimento entre ídolos e a torcida

A saída conturbada do técnico Antônio Carlos Zago e do atacante Robert não foi um caso isolado na história recente do Palmeiras. O período de nuvens negras, que passaram a sobrevoar o Palestra Itália a partir do ano passado, inclui a demissão dos renomados Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho, briga entre jogadores, desentendimento de ídolos com a torcida e declarações polêmicas do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo.

ASSISTA: Para Zago, forças negativas no Palmeiras armaram sua saída.

A queda de Zago e Robert vem num momento em que o clima no clube ainda está quente, por conta do afastamento de Diego Souza, principal jogador do elenco. A diretoria tomou a decisão depois que o meia fez gestos obscenos para alguns torcedores – e se negou a pedir desculpas – ao ser substituído na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-GO, pela Copa do Brasil.

– Vamos negociar o Diego possivelmente antes da chegada do novo treinador – disse o vice-presidente de futebol Gilberto Cipullo.

Outro ídolo que saiu por causa de atritos com a torcida foi o atacante Vagner Love. O atual jogador do Flamengo chegou até a ser ameaçado de morte por causa do mau rendimento em campo e dos boatos de saídas noturnas.

Quando o problema não é com a torcida, é dentro do próprio grupo. No Brasileiro do ano passado, em novembro, o atacante Obina e o zagueiro Maurício trocaram agressões no intervalo da derrota por 2 a 0 para o Grêmio, ainda no gramado do Olímpico (assista no vídeo abaixo). Ambos foram demitidos.

As demissões de treinadores também afetaram o Palmeiras. Luxemburgo saiu brigado com o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, reclamando de uma ditadura no clube. A demissão se deu por causa da reclamação do técnico quanto ao comportamento do atacante Keirrison na negociação com o Barcelona.

O interino Jorginho assumiu e cerca de um mês depois foi substituído por Muricy Ramalho. O então tricampeão brasileiro passou a receber um dos maiores salários do futebol nacional, mas os resultados não vieram. O time, que chegou a liderar com folga o Campeonato Brasileiro, ficou fora até da zona de classificação para a Libertadores. O desempenho no Paulistão também não agradou, causando a queda de Muricy.

Além de lidar com demissões de técnicos e problemas com jogadores, Belluzzo teve problemas com a própria língua. Após a derrota para o Fluminense, no ano passado, chamou o árbitro Carlos Eugênio Simon de “safado” e avisou que se “o encontrasse na rua daria algumas porradas nele”, por entender que seu time havia sido prejudicado.

Com tantas polêmicas, há quem diga no clube que os treinadores podem ficar reticentes em aceitar uma proposta. O vice-presidente de futebol Gilberto Cipullo garante que não está preocupado. E começa sua frase com um argumento que contrasta com os últimos meses palmeirenses.

– Aqui tem organização. O Palmeiras é um dos maiores clubes do Brasil e do mundo. Quem não quiser trabalhar no Palmeiras pode ficar onde estiver.



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