do Info Online
O Google acha que acabou a era dos aplicativos populares para PC. Semanas atrás, no evento Google I/O, a ideia foi defendida por executivos da empresa.
É uma meia verdade, que mostra como o pessoal de Mountain View resolveu manipular informações para reforçar seus pontos-de-vista. De olho no futuro lançamento do Chrome OS, tudo o que os sábios engenheiros querem é dar a entender que os aplicativos que importam hoje são os que rodam via browser. De acordo com o gráfico mostrado acima e exibido no primeiro dia das apresentações, o último programa importante adotado por milhões de usuários foi o Skype, em 2004.
Curiosamente o Google se esqueceu de citar a adoção em massa dos vários antivírus gratuitos, como o AVG, Avira e Avast, ou navegadores de internet, como o Firefox e o Chrome. Tudo isso ocorreu depois de 2004. Temos outros exemplos do próprio Google. E o Picasa? Na web, é apenas um álbum online, enquanto no desktop oferece uma série de ferramentas de organização e retoque de imagens. E o Google Desktop? Os executivos também se esqueceram de dizer que muitos dos programas populares “instaláveis” da primeira metade da década evoluíram bastante nesse meio tempo.
Claro que, depois de 2005, começaram a surgir importantes aplicativos para a web. E, cada vez mais, as pessoas gastam seu tempo no computador usando o browser. O que ninguém sabe ainda é até que ponto os usuários estão dispostos a viver apenas dentro do navegador. É esse o ponto. Ao difundir sua visão, o Google quer convencer os desenvolvedores a se dedicarem apenas a criar para a internet. E, com o avanço do HTML 5, vão aparecer cada vez mais aplicativos complexos, possivelmente substituindo, sem prejuízo, seus equivalentes instaláveis. É essa a chave para que o Chrome OS faça sucesso e provoque um estrago no Windows.












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