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Correntes no PT querem Gabrielli na sucessão de Jaques Wagner

Tribuna da bahia

Em meio ao noticiário sobre sua saída da Petrobras, cerca de 50 autointitulados amigos do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, se reúnem com ele neste sábado pela manhã em Salvador sob o pretexto de discutir a conjuntura política local e fazer uma avaliação sobre os avanços do governo Jaques Wagner (PT). Na prática, o que os “amigos” de Gabrielli querem começar a debater é um projeto político para o estado, levando em conta seu interesse de vir a liderar sua implementação em 2014.

Ao lado do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, Gabrielli é, no PT, um dos mais fortes candidatos à próxima sucessão estadual, quando o partido vai tentar renovar-se no comando político e administrativo da Bahia, que assumiu pela primeira vez na história do estado em 2000. O encontro ocorre depois de uma participação de Gabrielli no cortejo do Dois de Julho, em Salvador, acompanhando o governador Jaques Wagner, que muitos dos mais próximos a ele consideraram ainda muito tímida, o que pode ser atribuído a um misto de estilo próprio do petista com estratégia.


Por enquanto, Gabrielli esforça-se para evitar aparecer como pré-candidato, negando que pense nas eleições de 2014, sempre sob a alegação de que ainda é muito cedo para discutir a sucessão de Wagner. Mas não é o que tem feito nos bastidores, como demonstra o encontro que promove com os “50 amigos”, informação passada com exclusividade ao Política Livre por um dos organizadores da reunião.

Apesar de não ter montado uma agenda política ainda, em todas as oportunidades que vem à Bahia o presidente da Petrobras aproveita para fazer algum tipo de incursão de caráter político. Antes dos festejos do Dois de Julho, Gabrielli aproveitou para percorrer vários municípios baianos durante o São João, numa iniciativa que muitos petistas consideraram típica de pré-candidato.

Em conversas com amigos, o presidente da Petrobras tem manifestado sua preocupação com o fato de estar fora da Bahia e, ao mesmo tempo, com o avanço do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, principalmente no interior.

Presidente da UPB (União dos Municípios Baianos), Caetano assumiu credenciais institucionais para viajar por todo o interior do estado, defendendo os interesses do municipalismo, o que, em tese, o colocaria em franca vantagem sobre Gabrielli para a disputa sucessória. Na verdade, a saída da Petrobras, assunto sobre o qual se comenta desde a eleição da presidente Dilma Rousseff, com quem Gabrielli não se entrosa bem, pode acabar beneficiando ele.

Neste caso, ele deveria combinar o retorno à Bahia com uma participação no governo Jaques Wagner, assumindo possivelmente uma secretaria de estado com peso político, que lhe permita alguma projeção sobre o eleitorado. “Seria uma forma de compensar o fato de Caetano já ter largado na frente”, diz uma outra fonte petista. Qual seria a pasta para Gabrielli? Seus amigos evitam comentar.



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