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Zona do euro adia decisão sobre nova ajuda à Grécia e crise se agrava

VEJA.com

Ministros do bloco só voltarão a discutir o assunto em novembro. Grécia precisa imediatamente de 8 bilhões de euros para efetuar os pagamentos de pensões e salários em outubro.

Trabalhadores protestam contra medidas de austeridade anunciadas pelo governo, que incluem a demissão de 30 mil funcionários públicos

Os ministros da Economia da zona do euro decidiram adiar a decisão sobre a implementação de um segundo pacote de auxílio para a Grécia, aprovado pela cúpula da zona do euro em 21 de julho. O adiamento se dá três dias após o anúncio, feito pelo governo grego, de que Atenas não conseguirá cumprir as metas de redução de déficit estabelecidas para 2011 e 2012.

De acordo com a rede britânica BBC, a reunião marcada para o próximo dia 13, em que seria discutida a liberação de mais um empréstimo emergencial à Grécia, foi cancelada – e os ministros só voltarão a falar no assunto em meados de novembro. O governo grego havia afirmado anteriormente que precisaria deste novo pacote de resgate – de cerca de 8 bilhões de euros – para efetuar os pagamentos de pensões e salários em outubro. O dinheiro serviria, ainda, para afastar o risco imediato de calote da dívida grega.

O déficit orçamentário do país alcançará 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, acima da meta de 7,4%. A expectativa do governo é de que ele caia para 6,8% do PIB no ano que vem, mas o número ainda está acima da meta estipulada pela troica, que é de 6,5%. Após diversas consultas realizadas ao longo do final de semana com inspetores da troica, o governo grego pretende formular uma proposta para colocar 30.000 servidores temporariamente em “reserva de trabalho”, como alternativa para conseguir alcançar – ao menos – o déficit de 8,5% do PIB.

As medidas de austeridade impostas como condição para os empréstimos têm sufocado o que resta da produtividade grega. O país é quase como uma China às avessas. Com base nos últimos dados do serviço de estatísticas do país, a economia encolheu 7,3% no segundo trimestre, após uma queda 8,1% nos primeiros três meses do ano. A expectativa é que o país registre uma recessão de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Com tantas dificuldades, o governo precisará pavimentar o caminho para receber outras parcelas dos empréstimos, o que implica aprovar novas leis controversas e por em prática medidas já aprovadas – uma mistura econômica e socialmente explosiva.



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