O Globo
Trabalhar em um filme de Clint Eastwood era um dos sonhos do ator.
Pelo privilégio de trabalhar com a lenda Clint Eastwood no filme “J. Edgar”, Leonardo DiCaprio aceitou um corte de 90% em seu salário. Para interpretar o controverso primeiro diretor do FBI, J. Edgar Hoover, o ator receberá “apenas” US$ 2 milhões, em vez dos US$ 20 milhões que normalmente cobra, revelou Eastwood à revista Hollywood Reporter. A produção inteira custou US$ 25 milhões.
“Ele poderia ganhar muito dinheiro fazendo apenas filmes espetaculares com todo tipo de computação gráfica”, comenta Eastwood na revista, “Mas gosta de variar sua carreira, assim como eu procuro variar a minha como diretor”. Ainda assim, Eastwood não facilitou o trabalho de DiCaprio. O filme vai tratar dos pontos mais controversos da vida do ex-diretor do FBI, como o uso de anfetaminas, de roupas femininas e o homossexualismo – com direiro a cena de beijo gay. Em uma cena do filme, Clyde Tolson, interpretado por Armie Hammer (os irmãos Winklevoss de “A rede social”), beija Hoover agressivamente após uma briga entre os dois.
“Se ele era gay, ainda não sabemos. Mas (ele e Tolson) eram inseparáveis. Isso acontecia por que ele não confiava em mais ninguém ou era uma história de amor?”, questiona Eastwood, “Acho que havia grande afeição entre eles, se era gay ou não, não sei dizer.” Cenas com beijo gay não são novidade na carreira do ator. DiCaprio já fez uma no filme “Eclipse de uma paixão”, no qual interpretava o escritor Arthur Rimbaud.
Para o filme, o ator enfrentou longas sessões de maquiagem e passava horas todos os dias andando e falando com dentes falsos e próteses no nariz e na cabeça para garantir uma caracterização perfeita no épico que cobre 50 anos da vida Hoover. “Nós consideramos a hipótese de contar com a computação gráfica para facilitar o trabalho dos atores”, disse o produtor Robert Lorenz, “Mas Leo insistiu; ele queria ter certeza de que ficaria bem.”












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