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Léo Dias: Mortágua diz que achava estar louca ao sentir falta de Edmundo

O Dia

Dia 7 fevereiro de 2011, Cristina Mortágua foi presa por desacato, injúria e resistência após ter criado uma grande confusão na 16ª DP, na Barra, acusada de ter agredido o filho, Alexandre, hoje com 17 anos, fruto de um relacionamento extraconjugal do ex-jogador Edmundo. Desde então, a ex-modelo, que vive sozinha em apartamento no Recreio, manteve-se em silêncio e em depressão. Agora, 11 meses depois, ela resolveu falar. Confira a entrevista exclusiva:

Há onze meses um furacão passou pela sua vida, não é?
Foi e eu considero que, desde então, eu vivi em coma.

Já saiu do coma?
Estou saindo. Já superei várias coisas na minha vida. Minha separação foi traumática porque eu acreditava em casamento pra vida inteira, eu tive um filho sozinha, cresci acreditando que tinha sido abandonada pelo meu pai, sem apoio de mãe… Mas eu sempre fui muito guerreira.

Por que a sua situação com o seu filho foi parar numa delegacia de polícia?
O episódio da delegacia não foi simplesmente um piti, um faniquito. Aquilo ali foi a gota d’água de um balde que já estava prestes a transbordar. Foi o estopim. Eu surtei.

Então, você estava sob efeito de medicamentos. Se você não tivesse sob efeito de um remédio…
Eu jamais teria feito aquilo.

Você já bateu nele?
Não.

Você é a favor da lei da palmada?
Acho que uma palmadinha educa. Não sou a favor do espancamento, mas acho que umas palmadas de vez em quando dão um sacode. Dei palmadinhas no Alexandre quando ele usava fraldas. Tive que ser mãe, pai, educadora…

Qual foi a última vez que você encontrou Edmundo?
Numa negociação de um processo na Justiça, há 3 anos.

Qual foi a coisa que Edmundo mais fez de errado ?
Negar ser pai do meu filho.

O que você viu o Edmundo fazer de errado na vida?
Não sei. Mesmo que eu tivesse visto, jamais falaria porque quando eu aponto um dedo pra alguém, tem quatro apontados pra mim. Eu nunca gostei de coisa muito normal… As pessoas falam que Edmundo era feio. Eu acho que ele poderia até ser feio… Hoje, o Edmundo está lindo. Eu gosto de homem com cara de macho. Odeio homem perfeito. Não gosto daquela coisa: ‘Meu amor, vamos jantar… Aonde você quer ir?’. Ele tem que saber aonde vai me levar.

O Edmundo era muito mandão?
Lembro que era aniversário do José Victor Oliva no Resumo da Ópera, de São Paulo, e o Edmundo disse que eu não poderia ir. Eu adorei! Pela primeira vez um homem estava me mandando! Eu falei: ‘E se eu for?’. Ele respondeu: ‘Em dez minutos alguém vai me ligar e eu te pego pelos cabelos’. Eu adorei mais ainda! Por que eu amei? A história do abandono do pai. Descobri isso na terapia, que faço duas vezes por semana.

Que remédios você toma?
Hoje, nenhum. Tomava dois. Um para o transtorno bipolar e outro antidepressivo. Engordei 15 quilos. Também tomei Rivotril. Tomava à noite, para dormir. Tinha muita preocupação na minha mente. O Alexandre era minha grande preocupação na vida. Hoje, ainda é. Mas agora ele está fazendo 18 anos… Mora com a avó. Acho que, mais tarde, isso vai virar uma preocupação saudável. Antes, eu tinha um amor doentio pelo Alexandre. Eu não deixava o menino cair. Ele nunca quebrou nada. Até hoje eu corto as unhas do pé dele.

Voltemos ao Edmundo… 
Aí, quando o Alexandre resolveu ir morar com a avó, eu senti demais. E senti junto uma saudade louca do Edmundo. Falei: ‘Surtei de vez!’. Achei que fiquei maluca quando senti saudade do Edmundo. Pensei: ‘Agora pode me internar. Fiquei maluca de vez’. Depois, eu fui entender que estava sentindo falta do meu filho, não do Edmundo. Quando eu tinha o meu filho dentro de casa era como se eu eu tivesse o pai dele também. Porque o Alexandre é a lembrança do pai.

O Djair foi um grande homem?
Foi sim.

E o Edmundo?
Não.

Edmundo foi um grande amante?
Quando entendi por que eu senti saudade de Edmundo quando meu filho foi embora, ele se tornou um grande homem.

Edmundo vale muito?
Não sei.

E o maior defeito do Edmundo?
Não posso falar dele porque nós somos parecidos. Dois bicudos não se beijam.

Alexandre tem alguma coisa do Edmundo?
Não sei como o Edmundo está hoje em dia. Mas ele tem se apresentado como uma pessoa mais calma, politicamente correta. Acho que Alexandre herdou essa lacuna do animal. Ele se tornou um pouco animal. Ele está passando por uma fase rebelde, que é normal.

2012 chegou. Quais são seus planos?
Não faço. Emagrecer e voltar a malhar é uma consequência porque a medicação está saindo do meu corpo.

Você sofreu pressão para escrever seu livro?
Uma coisa que ajudou a transbordar foi que meu livro estava pronto desde aquela época, mas, por causa das estripulias do Alexandre, tive que interromper o projeto. Eu estava no auge da inspiração e Alexandre não dormia em casa. Aí, eu não conseguia escrever. Dizia pra ele: ‘Nunca me realizei posando nua. Vou me realizar agora. É o sonho da minha vida’. Tudo na vida tem mão dupla. A única que não é mão dupla é o trabalho. Ele sabia o quanto era importante concluir aquele livro e não colaborou.

Você conta no livro com quem você já ficou?
Não! Você acha que eu vou dar ibope pra eles?

Qual foi o principal erro do Edmundo?
A Cristina Mortágua que Edmundo conheceu é um personagem. Eu não sou essa máquina. O erro foi ele achar que eu apareci e me dei bem graças a ele. Ele acha isso. O momento em que a gente se conheceu era o meu momento.

Você se arrepende de ter se envolvido com Edmundo?
Tem que responder?



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